Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Projetos elevam penas para maus-tratos a pets podem ir a voto após Carnaval

Propostas que endurecem penas por maus-tratos a animais devem seguir para votação após o Carnaval, impulsionadas pela morte do cão Orelha em Santa Catarina

Cão Orelha, que foi agredido em Florianópolis — Foto: Reprodução/Redes sociais
0:00
Carregando...
0:00
  • O cão comunitário Orelha foi agredido em Florianópolis no início deste mês e precisou ser sacrificado devido aos ferimentos; o caso reacendeu o debate sobre as punições para maus-tratos a pets.
  • Propostas para endurecer as penas já tramitam no Congresso, com possibilidade de votação após o Carnaval, segundo o g1.
  • No Senado, o PL 519/2021, de Jorge Kajuru, propõe reclusão de quatro a dezesseis anos e multa, com aplicação em dobro se o crime for cometido pelo proprietário; a proposta foi aprovada pela CMA e aguarda análise na CCJ.
  • Humberto Costa também apresenta texto que aumenta a pena para três a seis anos, com multa e proibição de guarda, incluindo agravantes quando houver morte de cães e gatos; o senador defende urgência na votação.
  • Na Câmara, o PL 2475/2025, de Célio Studart, sugere incluir maus-tratos a animais entre os crimes hediondos, com regime inicial fechado e restrições a benefícios processuais; ainda não foi votado.

O caso do cão comunitário conhecido como Orelha reacendeu o debate sobre a eficácia da legislação contra maus-tratos a animais no Brasil. O animal foi agredido em Florianópolis, Santa Catarina, no início do ano, passou por atendimento veterinário e precisou ser sacrificado na sequência devido à gravidade dos ferimentos. A comoção pública estimulou a discussão sobre endurecer as penas aplicáveis a crimes de maus-tratos.

Projetos em tramitação buscam ampliar as penalidades e ampliar a proteção a cães e gatos. Propostas no Senado defendem penas mais severas, com reclusão de até 16 anos em alguns casos, além de multa e interdição da guarda. Há ainda iniciativas que elevam o patamar para crimes envolvendo a morte de animais.

Propostas no Senado

O PL 519/2021, de Jorge Kajuru, é o mais avançado no Congresso. A proposta prevê reclusão de 4 a 16 anos, multa, aplicação em dobro quando o agressor for proprietário ou responsável pelo animal e crime inafiançável. O projeto já passou pela CMA e aguarda análise da CCJ antes de ir a plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comprometeu colocar a matéria em pauta após o Carnaval.

Outro projeto, de Humberto Costa, aumenta a reclusão para três a seis anos, com multa e proibição de guarda, acrescidos de pena adicional em casos de morte de cães e gatos. O parlamentar afirma que pedirá urgência na tramitação e aposta em uma posição favorável ao tema no Senado.

Projetos na Câmara

Na Câmara, o PL 2475/2025, de Célio Studart, propõe incluir o crime de maus-tratos a animais na Lei dos Crimes Hediondos, com regime inicial em prisão fechada, maiores restrições a benefícios de execução penal e vedação a anistia, graça e indulto. A proposta tramita, ainda sem vote, na Comissão de Meio Ambiente. Outros projetos estão em fases iniciais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais