Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Tailândia vota para decidir uma nova constituição

Se vencer, o parlamento recebe mandato para criar uma nova constituição, com dois plebiscitos adicionais; se não, fica a constituição de 2017

A generic view of Thailand's parliament in Bangkok, Thailand, July 13, 2023. REUTERS/Athit Perawongmetha
0:00
Carregando...
0:00
  • A pergunta do referendo é: “você aprova que haja uma nova constituição?”, com as opções Sim, Não ou Sem opinião; se vencer o Sim, o Parlamento recebe mandato para iniciar a redação de uma nova carta magna.
  • Se vencer o Não, fica mantida a constituição de 2017, elaborada após a coup militar de 2014 por uma comissão indicada pelo exército.
  • O país já teve vinte constituições desde 1932; críticas dizem que a de 2017 concentrou poder em instituições não democráticas, com o Senado (duzentos membros) possuindo grande influência e poderes de nomeação e dissolução de partidos.
  • Apoiadores da mudança incluem a maioria dos partidos tradicionais, como o governo e oposição, que defendem emenda; o Bhumjaithai quer mudanças sem afetar a monarquia. Oponentes são principalmente figuras conservadoras, como o United Thai Nation Party.
  • Em caso de Sim, o processo prevê duas referendos adicionais para aprovar o andamento, com a possibilidade de levar pelo menos dois anos; em caso de Não, ainda há possibilidade de emendas pontuais em artigos no Parlamento.

O referendo na Tailândia questiona se deve haver uma nova constituição. O pleito, marcado para 8 de fevereiro, pergunta aos eleitores se aprovam a criação de um novo texto constitucional, com as opções Sim, Não ou Sem opinião. Se vencer o Sim, o parlamento terá mandato para iniciar a redação da nova carta fundamental. Um resultado majoritariamente Não mantém a atual constituição, vigente desde 2017, elaborada por uma comissão nomeada após o golpe de 2014.

Historicamente, o país já viveu 20 constituições desde o fim da monarquia absoluta, em 1932. A maioria das mudanças ocorreu após golpes militares, com 13 gestões bem-sucedidas. Críticos apontam que a atual constituição de 2017 concentra poder em instituições não democráticas, limita a participação popular e restringe o funcionamento de freios e contrapesos.

Quem apoia ou se opõe à emenda

Apoiam a emenda eleitoralmente relevante a maioria dos partidos tradicionais, incluindo o governo Bhumjaithai, o oposicionista Partido do Povo e o Pheu Thai. Eles defendem que o país precisa de alterações constitucionais para ampliar a participação e torná-las mais eficazes. O Bhumjaithai, porém, aponta que mudanças não devem afetar provisions relativas à monarquia.

Entre os opositores, destacam-se figuras e formações ultraconservadoras, como o Partido União da Nação Tailandesa, que apoiou o ex-chefe da junta Prayuth Chan-ocha e perdeu força nas últimas eleições, obtendo apenas 36 das 500 cadeiras.

O que vem a seguir, se o Sim vencer

Caso o Sim seja vitorioso, o novo governo e o parlamento podem iniciar o processo de emenda com dois referendos adicionais para adoção de uma nova constituição. O primeiro passo envolve definir o marco e os princípios da redação, além de indicar responsáveis pela elaboração do texto.

Um segundo referendo deverá aprovar o processo. Se confirmado, um terceiro pleito será necessário para aprovar o texto final. Especialistas estimam que o processo leve pelo menos dois anos a partir do primeiro plebiscito.

Caso o Sim não concorra, os parlamentares podem propor alterações pontuais em artigos isolados da carta.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais