- Keir Starmer pediu que Andrew Mountbatten-Windsor testemunhe perante o Congresso dos EUA sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein.
- Os novos arquivos de Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, destacam a participação de Andrew nas informações reveladas.
- Entre os documentos, há emails que indicam que Mountbatten-Windsor foi convidado por Epstein para o Palácio de Buckingham em setembro de 2010.
- O representante democrata Suhas Subramanyam pediu, em 2025, que Andrew depõe como parte da investigação sobre o tratamento do caso pelo governo americano.
- Também aparecem outras revelações, como pagamentos ligados a Epstein a figuras britânicas e mensagens entre Epstein, Ghislaine Maxwell e membros do círculo de influência.
Keir Starmer pediu que Andrew Mountbatten-Windsor testemunhe perante o Congresso dos EUA sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein. O pedido surge após a divulgação da nova leva de arquivos do caso Epstein pela Justiça americana.
Mountbatten-Windsor, que teve seus títulos reais retirados no ano passado, aparece com destaque nos documentos liberados. Eles apontam encontros com Epstein e indicam que o príncipe foi convidado a Buckingham Palace em setembro de 2010, dois anos após a condenação do magnata.
Contexto institucional e pedidos de depoimento
O deputado Demócrata Suhas Subramanyam, membro da comissão de supervisão da Câmara, já havia pedido que Mountbatten-Windsor depor como parte da investigação sobre a condução do caso pelo governo dos EUA. A demanda busca esclarecer o nível de colaboração e informações disponíveis.
Starmer afirmou que as vítimas de Epstein devem permanecer em primeiro plano e reforçou que quem possui informações relevantes deve cooperar com investigações. Ele não comentou sobre um eventual pedido de desculpas, mantendo o foco na disponibilidade de testemunho.
Revelações adicionais nos arquivos
Entre os documentos, há relatos de Epstein propondo encontros com outras figuras e de encontros de Mountbatten-Windsor com Epstein em Nova York. Também há menções a mensagens e e-mails entre pessoas próximas a Epstein e outras personalidades do meio político e artístico.
Os arquivos remetem ainda a pagamentos relacionados a processos contra Epstein e a relação de Mountbatten-Windsor com a ex-esposa dele, Sarah Ferguson, mantendo contatos com Epstein após a primeira condenação. Ferguson reconheceu recebimento de recursos para quitar dívidas e descreveu Epstein como um irmão.
Outros desdobramentos
Os registros incluem ainda referências a outras figuras públicas britânicas ligadas ao caso, como Peter Mandelson, ex-ministro e colega de governo, que pediu hospedagem em propriedades de Epstein durante a condenação. Mandelson afirmou que foi incorreto manter a associação após a condenação.
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