- Gregory Bovino, funcionário demitido do patrulhamento de fronteira, é alvo de ações por discriminação, acusando que tentativas dele de dificultar promoções de negros e latinos teriam ocorrido durante o processo de contratação da CBP.
- A promotora Bullock, colega de Bovino, enviou em 2018 imagens ligadas à Confederação, incluindo um retrato do General William Mahone, com a anotação “Chief Bovino”; Bovino respondeu apenas “Oh jeez, DELETE!!!!!”.
- Bullock foi investigado e formalmente repreendido; dois agentes de fronteira processaram o DHS, alegando que a promoção foi cancelada e preenchida por transferência lateral com Bullock recebendo a vaga; as ações foram ajustadas em 2022, em valores não revelados.
- Bovino foi afastado do cargo de comandante em tempo integral da CBP e removido de Minneapolis, após uma série de fatos envolvendo a política de imigração.
- O chefe de fronteira da administração, Tom Homan, passou a instruir as operações de fiscalização de imigração em Minnesota, afirmando que melhorias eram necessárias, sem detalhes adicionais.
Gregory Bovino, então comandante de campo da Patrulha de Fronteira nos EUA, foi alvo de uma troca de e-mails em 2018 que o comparou a um general confederado. A mensagem foi enviada por um colega e anexou imagens ligadas à Confederação, associando-o a preferências de preenchimento de vagas.
O episódio envolve ainda o cargo que Bovino ocupava em New Orleans, onde um agente branco promovido por ele, em detrimento de processos regulares, gerou ações judiciais por discriminação racial movidas por dois agentes da fronteira. Os processos alegam obstrução a promoções de negros e latinos.
Durante o processo de contratação, o e-mail exibiu uma foto de William Mahone com a inscrição Chief Bovino. Bovino respondeu, pedindo para deletar, sem condenar o envio. Outros anexos mostraram reenactors confederados e soldados negros em posição de artilharia, com legendas associando o material à sede local da operação.
Em depoimento, o destinatário do e-mail afirmou que o envio buscava divertir Bovino por ser interessado em história. A mesma pessoa reconheceu que o conteúdo poderia ser visto como racista. Bovino mais tarde descreveu o material como inadequado, mas não classificou como racista.
As informações sobre o caso vieram à tona junto a reportagens do American Prospect e do nola.com, que também mencionam que Bullock, o promotor promovido, foi formalmente repreendido. A DHS não respondeu a pedidos de comentário sobre o episódio.
Sobre desdobramentos, a administração de Donald Trump demitiu Bovino de sua função de comando na fronteira e o deslocou de Minneapolis. Em janeiro, agentes federais haviam feito uma operação que resultou na morte de dois cidadãos, em incidentes separados.
O episódio ocorre em meio a ajustes na liderança de operações de imigração, com o então chefe de fronteira Tom Homan assumindo a condução das ações no Minnesota e indicando a necessidade de melhorias, sem detalhar mudanças específicas.
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