- Centrão (MDB, União Brasil e Progressistas) irá priorizar candidaturas a deputado federal e a senador, montando listas fortes e sem planos de concessões para aliados na corrida presidencial.
- A executiva dos três partidos decide com os diretórios estaduais, com tendência a prevalecer o interesse local sobre o nacional e possibilidade de neutralidade na eleição presidencial para ampliar bancada.
- O objetivo central é aumentar a bancada para ter mais influência na divisão das emendas impositivas, que em 2023/2024 tiveram valores fixos por parlamentar: R$ 37 milhões para cada deputado e R$ 68 milhões para cada senador.
- Emendas de comissões também contam, com maior bancada tendo prioridade na definição de presidências e parte do orçamento, o que amplifica a captação de recursos para municípios.
- O PSD lançou o terceiro pré-candidato à Presidência, com Kassab afirmando estratégia de manter a eleição presidencial para fortalecer a captação de deputados e senadores, e reforça a necessidade de manter a bancada fortalecida.
O Centrão, formado por MDB, União Brasil e Progressistas, vai priorizar candidaturas a deputado federal e senador. A ideia é montar listas fortes e não fazer concessões para agradar aliados na corrida presidencial. A estratégia foca na bancada e no controle de emendas.
A executiva dos três partidos decidirá junto aos diretórios estaduais, com tendência a prevalência de realidade local sobre nacional. A neutralidade na presidencial pode ocorrer para ampliar a bancada na Câmara e no Senado.
O objetivo central é o reembolso financeiro: as emendas impositivas têm valor fixo para cada parlamentar. Em 2023, foram R$ 37 milhões por deputado e R$ 68 milhões por senador. Bancadas maiores trazem mais recursos aos aliados.
Aumentar deputados e senadores amplia a capacidade de envio de verbas para bases locais, beneficiando a eleição de prefeitos e vereadores em 2028. Emendas de comissões, como Saúde e Educação, também influenciam o orçamento conforme a liderança da bancada.
PSD quer Planalto sem esquecer emendas
Na última semana, o PSD filiou seu terceiro pré-candidato à Presidência. A direção afirma que desta vez é para valer e que um nome disputará o Planalto. A lógica, porém, mantém o foco na expansão da bancada.
Um integrante do PSD disse ao UOL que a candidatura presidencial pode facilitar a eleição de mais parlamentares. A presença de um presidenciável aumenta a exposição do partido.
Esse integrante ressalta que a candidatura não pode ser apenas simbólica: precisa somar para fortalecer a Câmara e manter a liderança do Senado. A estratégia busca ampliar o peso institucional do PSD.
Estratégia do centrão prejudica Flávio
A família Bolsonaro busca a união da centro-direita em torno de seu candidato, mas isso fica mais complexo quando o foco é eleger deputados. A coligação nacional pode perder espaço frente a prioridades locais.
O mapa de votos também dificulta alianças rígidas. O PSD, por exemplo, filiou Ronaldo Caiado, com histórico ruralista, o que pode favorecer parlamentares em estados agrícolas, mas trazer atritos no Nordeste.
Alguns políticos do PSD defendem neutralidade para evitar comprometer alianças com PT e Lula. A indicação de Flávio Bolsonaro para o Planalto enfrenta dúvidas de consolidação, mesmo após a nomeação em dezembro.
Lula e o PT comemoram: a priorização de bancadas facilita o não-descumprimento de acordos e abre espaço para manter a vantagem na divisão de tempo de TV, mantendo o foco na bancada.
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