- World Liberty Financial levantou 500 milhões de dólares de investidores ligados aos Emirados Árabes Unidos, com participação de 49% na empresa.
- O acordo foi assinado por Eric Trump poucos dias antes da posse de janeiro de 2025, tornando a família envolvida com capital vinda dos Emirados.
- O novo grupo de investidores inclui o círculo próximo do xeique Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, com dois dirigentes ligados a ele entrando no conselho da World Liberty.
- A Casa Branca e a empresa negam qualquer relação entre a negociação de chips e o investimento em cripto, sem evidências de troca direta entre políticas de tecnologia e negócios.
- A parceria gerou escrutínio político, com críticas de democratas destacando possíveis conflitos de interesse e pedindo maior transparência sobre vínculos entre o governo e negócios cripto.
A empresa de criptomoedas ligada ao entorno de Donald Trump recebeu 500 milhões de dólares de investidores associados ao Emirado Árabico Unido. A World Liberty Financial confirmou o aporte neste sábado, após o Wall Street Journal revelar que uma vehicle respaldada pelo Emirado assumiu 49% do negócio. O acordo foi assinado por Eric Trump poucos dias antes da posse de janeiro de 2025, segundo a imprensa.
O grupo de investidores está ligado ao xeque Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, conselheiro de segurança nacional dos Emirados e figura central de uma dinastia influente em Abu Dabi. Dois dirigentes próximos ao círculo dele passaram a integrar o conselho da World Liberty, elevando o escrutínio sobre governança e influência.
Novos vínculos e contornos do negócio
A companhia afirmou que aceitou o investimento porque acreditava ser o melhor caminho para o crescimento. O acordo intensifica a relação entre a empresa e o capital apoiado pelo setor público dos Emirados, em meio a ambições na área de inteligência artificial e de acesso a chips avançados dos EUA.
O retorno da notícia ampliou dúvidas sobre possíveis vínculos entre a relação comercial e decisões políticas. Em resposta, a World Liberty e a Casa Branca negaram qualquer ligação entre o investimento e ações de política de semicondutores.
Contexto e desdobramentos
Durante uma conferência em Dubai em maio de 2025, um cofundador afirmou que a MGX, apoiada por Abu Dabi, utilizou uma stablecoin lastreada no dólar da World Liberty para uma operação de 2 bilhões de dólares na Binance, reforçando a exposição a fluxos de capital apoiados pela região.
Relatórios sobre as divulgações financeiras de Trump mantêm o tema sob escrutínio político. A relação é descrita como uma linha de receita para uma entidade controlada pela família, com compartilhamento de ganhos com parceiros ligados ao eixo de atuação no Oriente Médio.
Reações e leituras
A senadora Elizabeth Warren descreveu as informações como potencial problema de segurança nacional, solicitando maior fiscalização. A deputada destacou a necessidade de endurecimento de controles sobre vínculos entre negócios de familiares de figuras públicas e interesses externos.
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