- Congresso retoma os trabalhos com tensão política, mirando derrubar o veto de Lula ao projeto da dosimetria e instalar a CPMI do Banco Master.
- A oposição quer votar o veto da dosimetria e marcar a primeira sessão conjunta Câmara-Senado de 2026, buscando acelerar o andamento.
- Líder da Minoria, Bia Kicis, afirma que a dosimetria pode pacificar o país; senadores de oposição dizem que há votos para derrubar o veto.
- Também há pressão pela CPMI do Master, com leituras de requerimentos na Câmara e no Senado, e depoimento de Daniel Vorcaro marcado.
- Analistas divergem: alguns veem embates fortes e pouca chance de avançar a CPMI; outros destacam que o caso pode testar a credibilidade dos mecanismos de controle.
O Congresso Nacional retomou as atividades nesta segunda-feira (2) em meio a tensões políticas, com a oposição centrada em derrubar o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria, que reduz penas de presos pelo 8 de janeiro, e em instalar a CPMI do Banco Master. A sessão ocorre em um período de ano eleitoral.
A oposição diz que a dosimetria pode trazer pacificação social e justiça para pessoas injustamente perseguidas, segundo a liderança da Minoria. Parlamentares de direita buscam manter o ritmo de votações e explorar o escândalo do Master para pressionar o governo.
A expectativa é iniciar a primeira sessão conjunta de Câmara e Senado de 2026, ainda sem data definida pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. A oposição teme atrasos na derrubada do veto de Lula, especialmente por envolver o ex-presidente Bolsonaro, e pretende intensificar o desgaste político.
A dosimetria e o veto presidencial
A pauta priorizada envolve vencer o veto ao projeto de dosimetria. O efetivo andamento depende da leitura do veto, que está travando a pauta a partir de 4 de março. O grupo governista afirma que a derrubada pode aumentar o impasse entre poderes.
Líderes da oposição asseguram que a votação deve ocorrer nas próximas semanas, ressaltando que o movimento reforça a autonomia do Legislativo frente ao Executivo e ao Judiciário. A posição é defender uma reação firme diante do veto.
Entre os vetos pendentes, o principal é o veto integral ao Projeto de Lei 2.162/2023, que trata de punições para crimes ligados aos atos na Praça dos Três Poderes. O tema vem sendo citado como crucial para o equilíbrio entre os Poderes.
CPMI do Banco Master: leitura de requerimento e depoimentos
Paralelamente, cresce a pressão para instalar a CPMI para investigar fraudes, desvios e possíveis vínculos entre autoridades e o Banco Master. O tema envolve rombos em fundos de pensão e conflitos de interesses.
O presidente da CPMI do INSS pediu audiência com o ministro do STF Dias Toffoli para destravar investigações, incluindo depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Master. A leitura do requerimento depende de Alcolumbre.
A oposição sustenta que a CPMI do Master precisa começar, associando o tema a uma agenda de combate à impunidade e à transparência de contratos. O grupo contesta eventuais manobras para adiar as apurações.
Engrenagens políticas e calendário
A resistência de Alcolumbre complica a instalação da CPMI no Senado, enquanto a Câmara debate a viabilidade de uma CPI específica sobre o Master. Existem, ainda, outras propostas de CPIs em tramitação e limites de funcionamento.
Especialistas apontam que o tema tende a polarizar o ambiente parlamentar, com impactos na credibilidade das instituições. O alinhamento entre lideranças pode definir se as investigações ganham ou não fôlego nos próximos dias.
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