- Peter Mandelson renunciou à Câmara dos Lordes após divulgar uma série de e-mails, ligados ao caso Epstein, contendo breves comunicados recebidos quando era ministro da Economia.
- Entre os conteúdos, estariam comunicações confidenciais do governo britânico sobre a crise financeira global e possível venda de ativos públicos.
- Keir Starmer pediu a remoção de Mandelson do Parlamento e reformas para facilitar a expulsão de pares.
- Documentos indicam que Jeffrey Epstein enviou 75 mil dólares a contas das quais Mandelson, então deputado, seria beneficiário; o dinheiro também teria passado ao parceiro de Mandelson, Reinaldo Avila da Silva.
- A polícia de Metropolitan deve investigar os e-mails vazados, com Mandelson em licença do cargo de parlamentar e sem mandato ativo na Livraria, após ter se afastado para atuar como embaixador dos EUA.
Peter Mandelson renunciou ao House of Lords após o vazamento de uma sequência de e-mails que o ligaram ao financiador e agressor sexual infantil Jeffrey Epstein. A saída ocorre em meio a acusações de envio de comunicações confidenciais do governo britânico ao investidor. A decisão foi anunciada pelo presidente do Lords.
Segundo a divulgação, Mandelson enviou ao menos uma série de e-mails a Epstein contendo briefings recebidos quando atuava como secretário de Comércio no governo de Gordon Brown. Entre os documentos, havia informações sobre ações do governo para enfrentar a crise financeira global.
documentos de provas revelados pelo Departamento de Justiça dos EUA indicam que Epstein transferiu 75 mil dólares para contas bancárias associadas a Mandelson, que era deputado do Labour na época. Também consta que Epstein enviou 10 mil libras à atual esposa ou marido de Mandelson, Reinaldo Avila da Silva, para custear um curso de osteopatia e outras despesas.
Investigação e desdobramentos
O secretário de Gabinete abriu apuração sobre os e-mails supostamente vazados, incluindo mensagens ligadas à possível venda de ativos do governo e a uma confirmação antecipada de um resgate europeu de 500 bilhões de euros. A Polícia Metropolitana informou que irá analisar as mensagens e avaliar uma investigação mais ampla.
Keir Starmer pediu a remoção de Mandelson do Lords e sugeriu reformas para facilitar a expulsão de pares. No momento, Mandelson estava em licença como embaixador dos EUA e, portanto, não poderia retornar ao parlamento sem refazer o juramento na próxima sessão.
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