- O PT apresentou requerimento para convocar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para depor na CPMI do INSS, citando suposta conexão entre o escritório dele e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
- O pedido foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) na segunda-feira e deve ser analisado na volta dos trabalhos, na quinta-feira.
- Correia sustenta que Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório, é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado pela Polícia Federal como sócio de Antunes em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas.
- Alega ainda que pessoas ligadas aos dois lados mantêm relações familiares e empresariais, justificando o convite ou convocação do senador à comissão.
- A defesa de Flávio Bolsonaro rebateu, dizendo que a iniciativa é política e sem fundamento, e que Letícia atua apenas na parte administrativa do escritório, sem relação com investigações do INSS; na próxima reunião, também deve ser ouvido o banqueiro Daniel Vorcaro, sobre contratos de empréstimos consignados do Banco Master.
O PT protocolou nesta segunda-feira (2) a convocação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para depor na CPMI do INSS. A ideia é apurar ligações entre o escritório de advocacia do parlamentar e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A solicitação será analisada na volta dos trabalhos da comissão, na quinta-feira (5).
O pedido é apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG). A fundamentação aponta que a administradora do escritório de Flávio, Letícia Caetano dos Reis, é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, citado pela Polícia Federal como sócio de Antunes em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. Correia sustenta que há entrelaçamento pessoal, familiar, profissional e político entre as partes, o que justificaria o convite ou a convocação do senador.
O parlamentar argumenta que pessoas ligadas aos dois lados mantêm relações familiares e empresariais. Caso a CPMI aprove, Flávio Bolsonaro poderá prestar depoimento sob participação da comissão, que decidirá a inclusão do tema na pauta. A decisão final depende da presidência, hoje do senador Carlos Viana (Podemos-MG), e da maioria dos componentes.
Resposta da defesa
A assessoria do senador reagiu, afirmando que a iniciativa é política e sem fundamento. A defesa sustenta que Letícia Caetano dos Santos trabalha apenas com a parte burocrática do escritório e não possui relação com investigações envolvendo o INSS. A nota também informa que Flávio não pode administrar diretamente seu próprio escritório por regras legais que enquadram o parlamentar como Pessoa Exposta Politicamente (PEP).
A defesa acrescenta que a relação entre Letícia e Alexandre Caetano dos Reis não configura vínculo que envolva o senador em atividades ilícitas. Segundo o comunicado, Flávio mantém a autonomia administrativa de sua estrutura, dentro das limitações legais aplicáveis a senadores.
Próxima reunião da CPMI
Na quinta-feira (5), a CPMI deve ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, cuja instituição foi liquidada. A comissão investiga mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados firmados entre o banco e o INSS. Relatos iniciais indicam lacunas na documentação de autorização de descontos em folha para aposentados e pensionistas.
A CPMI continua a coletar documentos e ouvir testemunhas para esclarecer possíveis irregularidades envolvendo o INSS e instituições financeiras. A comissão mantém o cronograma de apuração, com foco na transação e no impacto aos segurados.
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