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Carol de Toni deixa o PL após ser preterida; Carlos é pré-candidato em SC

Carol de Toni deixa o PL após decisão que garante vaga de Carlos Bolsonaro ao Senado em Santa Catarina, provocando reacomodações na federação

Carol de Toni foi comunicada na tarde de hoje que não vai concorrer ao Senado pelo PL
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  • Carol de Toni deixa o PL de Santa Catarina após o partido decidir lançar Carlos Bolsonaro ao Senado, reservando a outra vaga para um indicado pela federação entre União Brasil e PP.
  • A definição saiu de uma reunião entre a deputada e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ocorrida na tarde desta quarta-feira.
  • O PL havia anunciado que manteria uma chapa somente com Carol ao Senado, o que não ocorreu, gerando a saída da deputada.
  • Carol de Toni está em posição de concorrer ao Senado por outra sigla; quatro opções são estudadas, entre elas Republicanos e Avante.
  • A queda de braço entre União Brasil e PP com o PL envolve pressões para abrir espaço na chapa do Senado; caso não haja acordo, há risco de alinhamento com João Rodrigues.

Carol de Toni (PL-SC) deixará o PL após ter a candidatura ao Senado barrada pela executiva do partido. A decisão envolve a escolha de disputar o Senado com espaço para Carlos Bolsonaro ou outro indicado pela federação com União Brasil e PP. A reunião ocorreu na tarde desta quarta, quando Valdemar Costa Neto comunicou a novidade.

A deputada foi informada de que haverá uma vaga para Carlos Bolsonaro e que a outra ficará com um indicado da federação entre União Brasil e PP. A mudança rompe a identificação anterior do PL catarinense com uma chapa 100% formada por Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.

Valdemar Costa Neto tentou convencer Carol a aceitar alternativa como vice-governadora, mas não houve acordo. Também houve a sugestão de que a deputada tentasse a reeleição e assumisse a liderança do PL em 2027, mas não houve consenso.

O PL nacional já trabalha com quatro opções para a candidatura ao Senado em Santa Catarina, incluindo nomes de outros partidos como Republicanos e Avante. Ainda não houve decisão tomada pela deputada sobre o destino político.

Com a desistência de Carol de Toni, Esperidião Amin (PP) é apontado como possível candidato ao Senado. Amin é senador e já teve atuação parlamentar alinhada a Jair Bolsonaro, articulando a candidatura ao redor de seu mandato.

Pressão de União Brasil e PP

A decisão do PL ocorreu após pressão de aliados. Presidentes de União Brasil e do Progressistas indicaram disposição de apoiar um adversário do governador Jorginho Mello (PL) caso não houvesse vaga para o Senado.

O coordenador da federação SC entre União Brasil e PP afirmou que o PL foi comunicado de que deveria escolher entre Carol de Toni e Carlos Bolsonaro até o final de fevereiro. O impasse levou a especulações sobre alianças futuras.

Caso o acordo não seja fechado, União Brasil e PP sinalizaram a possibilidade de aliança com João Rodrigues, prefeito de Chapecó e candidato a governador pelo PSD. A movimentação sugere um realinhamento na cena da direita catarinense.

A conjuntura catarinense mostra um racha estrutural na direita em torno da candidatura ao Senado e da presença de nomes bolsonaristas. A polarização local gira em torno de manter ou não a influência de Carlos Bolsonaro na disputa.

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