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O que Starmer sabia sobre as ligações de Mandelson com Epstein

Governo é pressionado a esclarecer a checagem de Mandelson para a embaixada dos EUA; Starmer admitiu conhecimento prévio sobre Epstein

Peter Mandelson (left) and Keir Starmer at the British ambassador’s residence in Washington DC in February 2025.
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  • O governo enfrenta pressão para tornar públicas as informações sobre a checagem de Mandelson para o posto de embaixador dos EUA, anunciada em dezembro de 2024.
  • O primeiro-ministro Keir Starmer confirmou ter sabido, antes da nomeação, que Mandelson mantinha ligações com Jeffrey Epstein, e disse que Mandelson mentiu sobre o alcance dessas relações.
  • Mandelson passou por dois estágios de apuração: due diligence do gabinete de Ética e, depois, uma checagem de antecedentes mais sigilosa (vetting desenvolvido) para avaliar finanças, histórico sexual, viagens e relações pessoais.
  • O resultado final do vetting ainda não é conhecido, pois o processo de vetting desenvolvido não é tornado público, e não está claro se medidas de mitigação foram aplicadas.
  • Não está claro se autoridades britânicas solicitaram documentos da Justiça dos EUA sobre Epstein antes da nomeação; deputados oposicionistas acusam o governo de falta de curiosidade.

O governo britânico está sob pressão para esclarecer o processo de avaliação de Peter Mandelson antes de sua nomeação como embaixador do Reino Unido nos EUA, em dezembro de 2024. Documentos divulgados mostram uma relação próxima entre Mandelson e Jeffrey Epstein.

Keir Starmer confirmou, pela primeira vez, que tinha conhecimento prévio da relação de Mandelson com Epstein antes da nomeação. O premiê afirmou que Mandelson mentiu sobre o grau de contato com o financista e que ocultou informações relevantes.

Processo de verificação

Mandelson passou por uma verificação em duas etapas. A primeira, de due diligence, foi feita pela equipe de ética do Gabinete; questionários foram enviados a No 10 com perguntas pendentes. A segunda etapa, de avaliação mais sensível, tratou de finanças, histórico sexual e viagens.

O resultado da segunda etapa não é divulgado publicamente e ainda não foi oficialmente tornada pública. A avaliação terminou com uma decisão binária, com mitigadores para áreas de preocupação, mas detalhes não foram revelados.

No 10 afirmou manter confiança no processo de verificação. Não ficou claro se houve pedido para que o Departamento de Justiça dos EUA compartilhasse documentos sobre Epstein antes da nomeação, e as perguntas sobre esse acompanhamento foram reiteradamente evitadas pelos assessores.

Desdobramentos e reação

MPs da oposição criticaram a falta de transparência, alegando curiosidade institucional. Questionamentos em debates públicos destacaram a necessidade de clareza sobre o que foi considerado na verificação e se houve medidas de mitigação.

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