- O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, pediu a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, e pediu que ela seja convocada para depor.
- A suspeita é de que os recursos usados para pagar os R$ 129 milhões não teriam origem em atividade econômica regular, mas em recursos ilícitos ligados ao crime organizado, com indícios de que o dinheiro seria produto da lavagem.
- A apuração aponta que o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados foi contratado pelo proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, para defendê-lo em diferentes esferas, em meio a investigações sobre o banco.
- Vieira também destaca que a diferença entre o valor pago e o serviço prestado — 3,6 milhões — aponta para uma “anomalia econômica” e sugere que os pagamentos teriam o objetivo de manter o fluxo financeiro, não refletindo atuação jurídica comum.
- Além de Viviane e seu escritório, o relator pediu a quebra de sigilos da Lex Instituto de Estudos Jurídicos, alegando possíveis recebimentos de recursos ilícitos, ligados a vias nebulosas de patrocínios e coparticipação em atividades, no contexto de investigações sobre o Master e a operação relacionada à lavagem de dinheiro.
O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira, pediu a quebra dos sigilos da Barci de Moraes Sociedade de Advogados, escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes. A suspeita envolve o contrato de 129 milhões de reais com o Banco Master. A intenção é ouvir Viviane Barci de Moraes na comissão.
Segundo Vieira, existem “fundadas suspeitas” de que o valor pago não teria origem em atividade econômica regular, mas sim em recursos ilícitos ligados ao crime organizado. O requerimento também solicita a convocação da proprietária para depor.
O pedido está sob análise do colegiado da CPI, com protocolo realizado na segunda-feira passada. A comissão é formada por 11 senadores, presidida por Fabiano Contarato e com Hamilton Mourão como vice.
A apuração cita ligações entre o Banco Master, a corretora Reag e a organização criminosa PCC, mencionando fluxo de recursos que teriam alimentado o banco. A Reag teve liquidação decretada pelo Banco Central recentemente.
Vieira afirma que os pagamentos de 3,6 milhões de reais ao escritório não correspondem a uma remuneração típica de serviços jurídicos, sugerindo possível lavagem de dinheiro. O relator cita mensagens que indicariam urgência em pagamentos.
Além de Viviane, o relator pediu a quebra dos sigilos da Lex Instituto de Estudos Jurídicos, ligado ao casal, por suspeitas de recebimento de recursos ilícitos. A justificativa aponta movimentações em rubricas nebulosas como patrocínios institucionais.
O Portal Gazeta do Povo já buscou contato com o escritório e com o gabinete de Moraes, sem retorno até o momento. A Câmara dos Deputados não foi acionada neste texto, pois a matéria tramita na CPI do Senado.
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