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Relator de CPI aponta uso do escritório da esposa de Moraes para lavar dinheiro do Master

Relator da CPI solicita quebra de sigilos do escritório da esposa de Moraes por suspeita de lavagem ligada ao Banco Master

Esposa de Moraes teve contrato de R$ 129 milhões com o Master. Senador desconfia que honorários podem ter o crime organizado como origem. (Foto: Antônio Augusto/STF)
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  • O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, pediu a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, e pediu que ela seja convocada para depor.
  • A suspeita é de que os recursos usados para pagar os R$ 129 milhões não teriam origem em atividade econômica regular, mas em recursos ilícitos ligados ao crime organizado, com indícios de que o dinheiro seria produto da lavagem.
  • A apuração aponta que o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados foi contratado pelo proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, para defendê-lo em diferentes esferas, em meio a investigações sobre o banco.
  • Vieira também destaca que a diferença entre o valor pago e o serviço prestado — 3,6 milhões — aponta para uma “anomalia econômica” e sugere que os pagamentos teriam o objetivo de manter o fluxo financeiro, não refletindo atuação jurídica comum.
  • Além de Viviane e seu escritório, o relator pediu a quebra de sigilos da Lex Instituto de Estudos Jurídicos, alegando possíveis recebimentos de recursos ilícitos, ligados a vias nebulosas de patrocínios e coparticipação em atividades, no contexto de investigações sobre o Master e a operação relacionada à lavagem de dinheiro.

O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira, pediu a quebra dos sigilos da Barci de Moraes Sociedade de Advogados, escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes. A suspeita envolve o contrato de 129 milhões de reais com o Banco Master. A intenção é ouvir Viviane Barci de Moraes na comissão.

Segundo Vieira, existem “fundadas suspeitas” de que o valor pago não teria origem em atividade econômica regular, mas sim em recursos ilícitos ligados ao crime organizado. O requerimento também solicita a convocação da proprietária para depor.

O pedido está sob análise do colegiado da CPI, com protocolo realizado na segunda-feira passada. A comissão é formada por 11 senadores, presidida por Fabiano Contarato e com Hamilton Mourão como vice.

A apuração cita ligações entre o Banco Master, a corretora Reag e a organização criminosa PCC, mencionando fluxo de recursos que teriam alimentado o banco. A Reag teve liquidação decretada pelo Banco Central recentemente.

Vieira afirma que os pagamentos de 3,6 milhões de reais ao escritório não correspondem a uma remuneração típica de serviços jurídicos, sugerindo possível lavagem de dinheiro. O relator cita mensagens que indicariam urgência em pagamentos.

Além de Viviane, o relator pediu a quebra dos sigilos da Lex Instituto de Estudos Jurídicos, ligado ao casal, por suspeitas de recebimento de recursos ilícitos. A justificativa aponta movimentações em rubricas nebulosas como patrocínios institucionais.

O Portal Gazeta do Povo já buscou contato com o escritório e com o gabinete de Moraes, sem retorno até o momento. A Câmara dos Deputados não foi acionada neste texto, pois a matéria tramita na CPI do Senado.

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