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Mãe de criança de 4 anos morta pela PM diz que não segurava arma de brinquedo

Relatório da Polícia Civil aponta legítima defesa de policiais em ação que matou Ryan, de 4 anos; mãe questiona a narrativa

‘Meu filho não conseguia segurar nem arma de brinquedo’, diz mãe de criança de 4 anos morta pela PM
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  • Beatriz da Silva Rosa, 31 anos, viu o filho Ryan, 4 anos, ser atingido por disparo durante ação da Polícia Militar no Morro São Bento, em Santos, e ele morreu.
  • Relatório da Polícia Civil aponta que os sete policiais que atuaram agiram em legítima defesa contra suspeitos de tráfico; hipótese de ricochete para a morte de Ryan é mencionada.
  • A Secretaria da Segurança Pública diz que houve redução no número de mortes decorrentes de confrontos entre policiais e suspeitos.
  • O pai de Ryan, Leonel Andrade Santos, também foi morto por policiais no início de 2024, em outra operação na região, elevando o índice de letalidade.
  • Dados recentes mostram o trimestre mais letal da série histórica da polícia em São Paulo, com 242 mortes por agentes em serviço; no ano de 2025, foram 700 óbitos por policiais em serviço, o maior patamar desde 2019.

A mãe Beatriz da Silva Rosa, de 31 anos, viu o filho Ryan, 4 anos, ser atingido por uma bala durante uma ação da Polícia Militar em Santos. A tragédia ocorreu em novembro de 2024, quando a PM confrontava suspeitos de tráfico na região do Morro São Bento.

O inquérito policial aponta que a atuação dos sete policiais envolvidos foi em legítima defesa, no contexto de uma denúncia de tráfico. O menor de idade apontado entre os suspeitos morreu e outro adolescente foi apreendido durante o tiroteio.

Apesar de a família contestar a versão, a Polícia Civil concluiu que houve confronto entre policiais e criminosos. O laudo inicial indicou que a bala que matou Ryan pode ter ricocheteado, vindo de uma arma de policial a cerca de 70 metros de distância.

Beatriz descreveu o caso como sem nexo para justificar a legítima defesa. Ela ressaltou a dificuldade de dormir e a necessidade de buscar Justiça para os irmãos de Ryan, hoje com 8 e 11 anos.

Ryan não foi a única vítima ligada ao episódio. O pai dele, Leonel Andrade Santos, também foi morto por policiais no início de 2024, durante a Operação Verão, que atingiu a Baixada Santista e gerou críticas sobre alta letalidade.

Contexto e desdobramentos

  • Dados divulgados mostram que, de outubro a dezembro de 2024, a PM de SP teve o trimestre mais letal desde 1995, com 242 mortes em ações de serviço.
  • Em 2025, as mortes ligadas a ações de PM subiram pelo terceiro ano, alcançando 700 óbitos por intervenções de PMs, o maior registro desde 2019.
  • Ao todo, 834 mortes envolvendo policiais civis e militares, em serviço ou folga, foram registradas no período, o maior patamar em seis anos.

A SSP sustenta que houve redução de mortes decorrentes de confrontos nos três primeiros anos da gestão atual, em comparação com o ciclo anterior. A pasta também aponta que mais de 1,2 mil agentes foram afastados ou punidos por desvios desde 2023.

A atuação da PM é tema de críticas de moradores, que relatam sensação de insegurança no Morro São Bento após o episódio. Em 2024, o padre Júlio Lancelotti promoveu uma bênção em homenagem à família de Ryan, em São Paulo, após a cerimônia de velório que gerou controvérsias.

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