- Edinho Silva, presidente nacional do PT, disse que Haddad sabe da responsabilidade e que é preciso convencer o ministro da Fazenda a aceitar o desafio, sem falar em pressão.
- O objetivo é um diálogo para definir qual papel Haddad cumprirá nas eleições deste ano, segundo o dirigente.
- José Dirceu passou a apoiar publicamente a candidatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes, sugerindo que Alckmin continue como vice.
- Haddad é visto pelo PT como o plano A para enfrentar Tarcísio de Freitas, com cuidado para evitar desvantagem de Lula em São Paulo.
- No PSB, Geraldo Alckmin também não demonstra apetite para a disputa estadual, sendo visto como provável vice-presidente para manter-se em posição segura.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta quinta-feira 5, em Salvador, que Haddad precisa ser convencido e não pressionado a aceitar o desafio de disputar o governo de São Paulo. A declaração ocorreu durante evento que celebra os 46 anos do partido.
Edinho disse que Haddad é um dos principais quadros do PT e que toda candidatura envolve diálogo, não coerção. O objetivo é definir qual papel o ex-prefeito terá nas eleições deste ano, segundo o dirigente.
Apoio interno a Haddad e costuras políticas
O ex-ministro José Dirceu também defendeu a candidatura de Haddad, sugerindo que ele seja o candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes e citando a necessidade de manter Alckmin na vice-presidência, em um possível pacto com a sociedade.
No partido, Haddad é tratado como o plano A do PT para enfrentar o eventual palanque de Tarcísio de Freitas. A legenda busca manter Lula competitivo em São Paulo para evitar vantagem do adversário no estado.
O ministro da Fazenda tem resistência a entrar na pré-campanha e prefere atuar na coordenação da reeleição de Lula, mantendo-se fora do jogo de lançamento eleitoral neste momento.
No PSB, a situação é semelhante. Alckmin, que governou SP por quatro mandatos, não demonstra apetite para a disputa estadual e tende a permanecer na função de vice-presidente, dada a percepção de alto risco na eleição paulista.
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