- Antonio José Seguro, 63 anos, venceu a primeira rodada em 18 de janeiro, com pouco mais de 31% dos votos; a disputa para o segundo turno ocorre no domingo e as sondagens indicam vantagem expressiva para ele.
- André Ventura, 43 anos, ficou em segundo com 23,5% dos votos; Joao Cotrim de Figueiredo, da Liberal Initiative, ficou em terceiro com 16%.
- Comparecimento foi de 52%, o mais alto em quinze anos para uma eleição presidencial.
- Seguro se apresenta como candidato de uma esquerda “moderna e moderada”; Ventura é líder do Chega, defesa de combate à corrupção e imigração, com propostas de ampliar poderes do presidente e mudar a constituição.
- O presidente em exercício tem papel largely cerimonial, mas pode dissolver o parlamento e convocar eleições; o atual chefe de governo é o primeiro-ministro Luís Montenegro, que não se comprometeu com nenhum dos candidatos.
O segundo turno das eleições presidenciais de Portugal ocorre neste fim de semana, após a primeira volta de 18 de janeiro. Seguro, de 63 anos, ficou em primeiro lugar com mais de 31% dos votos, em meio a uma participação de 52%, a maior desde há 15 anos. Ventura, 43, ficou em segundo com 23,5%.
O terceiro lugar ficou com Joao Cotrim de Figueiredo, da Liberal Initiative, com 16% dos votos. A participação acima da média é vista como indicativo de interesse público, alimentando disputas sobre o futuro da política nacional.
Quem são os candidatos
Antonio José Seguro já liderou o Partido Socialista e se apresenta como candidato de uma esquerda moderna e moderada, buscando mediar crises políticas. Seu nome de família, que remete a “seguro”, é explorado na campanha com trocadilhos.
Andre Ventura, líder do Chega, é ex-comentador de TV e advogado. Fundou o Chega há cerca de sete anos e prometeu maior intervenção do presidente, combate à corrupção e mudanças constitucionais para ampliar poderes presidenciais.
O que pode o presidente fazer
A presidência em Portugal é amplamente cerimonial, mas reserva poderes importantes, como dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas em situações de crise. O presidente também pode vetar leis, passível de derrubada pelo Parlamento.
O atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa, no cargo desde 2016, não pode concorrer a um terceiro mandato. Entre seus mandatos, utilizou o poder de convocar eleições antecipadas em 2021, 2023 e 2025.
Cenário de apoio e perspectivas
Seguro recebe apoio de muitos candidatos da primeira volta, bem como de membros do governo e de legisladores da coalizão, para evitar a vitória de Ventura. O primeiro-ministro Luís Montenegro, do centro-direita, não endossa nenhum dos dois candidatos.
Pesquisas mais recentes apontam vantagem expressiva de Seguro, com estimativas entre 50% e 60% dos votos, dependendo da contabilização de indecisos, enquanto Ventura fica entre 20% e 30%.
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