Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Aves e raposas como alerta precoce de resistência a antibióticos

Aves e raposas podem atuar como sistema de alerta precoce da resistência antimicrobiana em ecossistemas, indicando disseminação além de ambientes clínicos

A red fox on a rocky mountain
0:00
Carregando...
0:00
  • A pesquisa avaliou quase quinhentos amostras de fezes de aves e raposas vermelhas coletadas em áreas rurais, urbanas e selvagens, mostrando genes de resistência a antimicrobianos em Klebsiella spp.
  • Entre as amostras, Klebsiella spp foi encontrado em trinta e duas, e Klebsiella pneumoniae em cerca de 2%, principalmente em raposas e aves aquáticas. Aves dispersam resistência pelo ar a longas distâncias, enquanto raposas contribuem para disseminação de curto alcance.
  • Todos os isolados de Klebsiella pneumoniae de fauna apresentaram resistência a inibidores de 3º geração de quelas (3GCs); nos pacientes humanos na Itália, 19,6% apresentaram resistência a 3GCs.
  • Os autores destacam que a vida selvagem funciona como reservatório de resistência clinicamente relevante, sugerindo que o monitoramento de animais pode atuar como sistema de alerta precoce.
  • Para reduzir a resistência em ecossistemas, recomenda-se diminuir a poluição por antibióticos em águas residuais, aprimorar o tratamento de esgoto e usar antimicrobianos na agropecuária com mais cautela; estudos maiores são necessários para esclarecer transmissões.

O estudo analisou amostras de fezes de animais silvestres, urbanos e rurais para identificar genes de resistência a antimicrobianos, evidenciando a presença generalizada de AMR nos ecossistemas. O objetivo foi entender se a resistência que preocupa a medicina humana já se instala no ambiente natural.

Pesquisadores testaram quase 500 amostras de corvos, gaivotas, raposas vermelhas e aves aquáticas, coletadas sem intervenção de antibióticos. Os testes procuraram o gênero Klebsiella, que inclui Klebsiella pneumoniae, conhecido por resistir a antimicrobianos críticos.

Resultados principais

Os resultados mostraram dispersão de resistência no ar por aves, facilitando o alcance a longas distâncias, enquanto as raposas contribuem com a transmissão a curtas distâncias em terra. Klebsiella spp esteve presente em 32 amostras, e K pneumoniae em 2% das amostras, com maior concentração em raposas e aves aquáticas.

Conter aponta que a presença de clones de alto risco em vida selvagem indica contaminação ambiental. A detecção de K pneumoniae em ambientes sem contato direto com antibióticos sugere vias de disseminação acima do ambiente clínico.

Implicações e próximos passos

Os autores destacam que a resistência observada na fauna excede níveis clínicos em alguns dados, eliminando a ideia de que apenas hospitais são o principal ambiente de resistência. A taxa de resistência a cefalosporinas de terceira geração em K pneumoniae isolada na fauna foi de 100%.

Ainda que haja limitações sobre ligações diretas com infecções humanas, o estudo apoia o monitoramento rotineiro de AMR na fauna como sistema de alerta precoce. A pesquisa recomenda ações conjuntas de saúde pública, meio ambiente e uso de antimicrobianos na agropecuária para reduzir poluição por antibióticos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais