- Um ministro sugeriu que Peter Mandelson devolva o pagamento de saída recebido após deixar o cargo de embaixador dos EUA, estimado em até £55.000, com a Receita de Relações Exteriores examinando o pagamento.
- Mandelson deixou o cargo de embaixador em Washington no ano passado após novas informações sobre sua relação com o condenado abusador Jeffrey Epstein.
- O ministro do bem-estar, Pat McFadden, disse que Mandelson deveria devolver o valor ou doá-lo a uma instituição de caridade.
- O Governo dos arquivos disse que a exoneração de Mandelson ocorreu de acordo com orientação legal e com as condições de emprego, e que há revisão do pagamento pela pasta.
Pat McFadden, ministro do bem‑estar social, pediu que Peter Mandelson devolva o pagamento recebido ao deixar o cargo de embaixador dos EUA, no ano passado. A soma, segundo relatos, pode chegar a 55 mil libras. O Ministério das Relações Exteriores confirmou que está revisando o pagamento.
Mandelson deixou Washington após surgirem detalhes sobre seu relacionamento com Jeffrey Epstein, condenado por abuso sexual de menores. Nesta semana, ele anunciou que vai renunciar ao cargo na Câmara dos Lordes após novas publicações que aproximam ainda mais as duas figuras.
O governo está sob pressão para explicar a situação e a forma como o pagamento foi definido. A pasta afirmou que o emprego público de Mandelson foi encerrado conforme orientação legal e condições contratuais.
Segundo McFadden, o ideal é que Mandelson devolva ou doesponha o montante a uma instituição de caridade. Em entrevista à BBC, ele afirmou não ter conhecimento prévio sobre o vínculo entre Mandelson e Epstein e manifestou surpresa ao ver os e-mails divulgados recentemente.
O tema também acendeu o debate dentro do Partido Trabalhista sobre a liderança de Keir Starmer. Integrantes da bancada defendem mudanças na chefia, citando custos reputacionais e impactos econômicos de uma possível troca de premiê, enquanto outros pedem continuidade.
Em meio à repercussão, lideranças sindicais vinculadas ao espectro trabalhista também pedem mudanças. O chefe da Fire Brigades’ Union, Steve Wright, afirmou que é hora de mudança de liderança, destacando a necessidade de clarificação para restaurar a confiança pública.
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