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Chefe de gabinete pode ser a terceira saída do No.10 em dias

Wormald negocia saída como terceiro alto funcionário a deixar Downing Street em dias, diante de remodelação de Starmer e possível assento na Câmara dos Lordes

Chris Wormald is understood to be negotiating the terms of his departure from No 10.
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  • O secretário de gabinete Chris Wormald negocia a sua saída de Downing Street, tornando-se o terceiro integrante sênior da equipe a deixar o cargo nos últimos dias.
  • A troca ocorre em meio a uma reorganização de Keir Starmer após um período turbulento no governo, com fontes dizendo que “a escrita está na parede” para Wormald.
  • Wormald pode abrir mão do posto para assumir um assento no House of Lords como parte do acordo de saída; foi nomeado no fim de 2024, substituindo Simon Case.
  • Já deixaram Morgan McSweeney, chefe de gabinete do premiê, e Tim Allan, diretor de comunicação; Anas Sarwar, líder do Labour na Escócia, pediu que Starmer se afaste da liderança.
  • O governo avalia reformular o papel de chefe de gabinete, com a possibilidade de dividir a função em duas posições, mantendo atuais chefias interinas: Vidhya Alakeson e Jill Cuthbertson.

O secretário de gabinete Chris Wormald negocia a sua saída de Downing Street, no âmbito de uma reestruturação da operação de Keir Starmer. A informação é de fontes próximas ao Guardian, que descrevem o movimento como parte de uma sequência de mudanças nos últimos dias.

Wormald, o mais alto funcionário público de No 10, estaria fechando os termos da sua saída, tornando-se o terceiro membro sênior da equipa a deixar o governo em pouco tempo. A nomeação ocorreu há pouco mais de um ano, após a saída de Simon Case.

A possível saída ocorre em meio a críticas internas sobre relutância de Wormald em promover reformas profundas na burocracia, com alegações de hesitação em enfrentar problemas sem apresentar soluções. A ideia é que Starmer reforce seu controle sobre o partido e o governo.

Mudança de equipe no núcleo do governo

Morgan McSweeney, chefe de gabinete, e Tim Allan, diretor de comunicações, já deixaram seus cargos nas últimas 48 horas. A renúncia de McSweeney levou a uma reavaliação do funcionamento de Downing Street, segundo relatos de observadores.

Pouco tempo depois, o governo nomeou Vidhya Alakeson e Jill Cuthbertson como chefes de gabinete interinos. Há a possibilidade de uma reconfiguração permanente do papel, com propostas para dividir as funções entre entrega administrativa e relações políticas com o Partido Trabalhista.

O debate interno também envolve a forma de condução do governo, com sugestões de separar a função em duas pessoas para melhorar a coordenação entre políticas públicas e atuação no Parlamento. A ideia busca eficácia na implementação das prioridades do premiê.

A percepção entre alguns membros de Downing Street é de que o papel atual de Wormald ficou sobrecarregado, dificultando o alinhamento entre decisões administrativas e as metas do governo defendidas por Starmer. A disputa reflete uma fase de transição.

A reorganização chega cinco meses após outra remodelação, quando Darren Jones foi nomeado chefe de gabinete para resolver disputas entre pastas e assegurar o cumprimento das promessas do governo. A postura do premiê indica prioridade na estabilidade administrativa.

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