- Tim Allan, diretor de comunicações do governo britânico, renunciou na segunda-feira, um dia após Morgan McSweeney deixar o cargo devido ao envolvimento dele em apoiar Peter Mandelson, ligado a Jeffrey Epstein.
- A saída de dois auxiliares sêniores em sequência ocorre enquanto o primeiro-ministro Keir Starmer tenta encerrar a crise gerada pela nomeação de Mandelson como embaixador nos Estados Unidos.
- Allan disse que decidiu deixar o posto para permitir a formação de uma nova equipe no número 10, desejando sucesso ao premiê e à sua equipe.
- Tim Allan atuou como conselheiro de Tony Blair entre 1992 e 1998, criou uma das principais consultorias de relações públicas do país e, em setembro de 2025, foi nomeado diretor executivo de comunicações em Downing Street.
- A situação ressalta os desdobramentos na gestão de Starmer após as controvérsias envolvendo Mandelson e suas ligações.
O diretor de comunicações do primeiro-ministro britânico, Tim Allan, anunciou sua renúncia na segunda-feira. A decisão ocorreu um dia após Morgan McSweeney deixar o cargo, em meio a críticas sobre o papel do governo na defesa de Peter Mandelson, ligado a Jeffrey Epstein. O governo de Keir Starmer enfrenta abalo após a nomeação de Mandelson como embaixador nos Estados Unidos.
A saída de Allan ocorre em meio a uma crise provocada pela escolha de Mandelson para representar o Reino Unido no exterior, que gerou atritos internos e preocupações com o manejo de conflitos de interesse. Allan afirmou que renunciar permite a construção de uma nova equipe em Downing Street.
Allan tem histórico como assessor de Tony Blair entre 1992 e 1998 e lançou uma das consultorias de relações públicas mais conhecidas do país em 2001. Em setembro de 2025, ele foi nomeado diretor executivo de comunicações no número 10.
Contexto
Segundo fontes, o governo busca estabilizar a comunicação após a saída de dois assessores próximos em sequência. A gestão de Starmer tem enfrentado escrutínio sobre escolhas de cargos de alto nível e sobre a influência de parceiros próximos.
O anúncio de Mandelson como embaixador gerou controvérsia adicional, aumentando a pressão sobre a equipe de Starmer. As mudanças ocorrem enquanto o premiê tenta restabelecer clareza e confiança entre as áreas diplomática e de comunicação.
Ainda não há informações sobre substitutos imediatos para os cargos deixados. A renúncia de Allan e a de McSweeney refletem um momento de recalibração na condução das políticas públicas e da estratégia de comunicação do governo.
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