- Países europeus defendem medidas urgentes para restringir o acesso de crianças e adolescentes à internet, mantendo as restrições, mas aprimorando-as, sem voltar ao modelo anterior.
- Pesquisas de opinião apontam apoio: França e Reino Unido aparecem entre os mais favoráveis a limites de idade para redes sociais; a Indonésia é citada como exemplo externo.
- Nos Estados Unidos, o debate é dividido; o presidente Donald Trump se opõe a medidas duras e já ameaçou retaliações comerciais, enquanto a Austrália aplica multas altas a plataformas que permitam contas de menores de 16 anos.
- Propostas da União Europeia discutem centralizar a verificação de idade nas lojas de aplicativos, reduzindo a necessidade de checagens em cada serviço, movimento questionado por plataformas.
- Jovens no Reino Unido já relatam resistência; há tentativas de burlar restrições e usar softwares de localização falsa, em meio a debates sobre limites de tempo versus proibição total.
As forças políticas da Europa discutem medidas para restringir o acesso de crianças e adolescentes à internet. A proposta busca aumentar a segurança online, ainda que seja considerada imperfeita por alguns governos. A ideia envolve regras mais rígidas para plataformas como TikTok e Instagram.
Representantes de Espanha, Grécia, Dinamarca, França e Reino Unido defendem ações emergenciais que evoluam além do modelo atual, sem retornar a menos restrições. O objetivo é reduzir riscos para menores sem abrir mão de proteção e confiança entre pais, filhos e serviços digitais.
Pesquisas de opinião indicam apoio às medidas. Um levantamento do Ipsos aponta França e Reino Unido entre os países com maior aceitação de limites de idade em redes sociais. A Indonésia aparece como exemplo fora da Europa de defesa de regras semelhantes.
Nos Estados Unidos, o debate é mais dividido. Menos de 30% da população vê a internet como principal desafio para o cuidado com jovens. O presidente Donald Trump criticou medidas mais duras, citando possíveis retaliações comerciais contra países que adotem multas altas.
Empresas de tecnologia intensificaram negociações com Bruxelas diante do avanço regulatório. Defendem que normas já existem seriam suficientes e que banimentos amplos não resolvem a crise de confiança. Observa-se pressão para regras mais coordenadas na UE.
O modelo australiano é citado por defensores das restrições. Em um mês após a entrada em vigor, mais de 4,7 milhões de contas foram removidas. Canberra mantém a política mesmo diante de ações judiciais, como a movida pelo Reddit.
No Reino Unido, a BBC ouviu jovens que contestam proibições totais e apontam que limites de uso podem ser mais eficaz, especialmente para menores abaixo de 14 anos. Em países com restrições vigentes, usuários recorrem a softwares de localização falsa e a métodos para burlar verificação de idade.
França e Espanha pressionam para uma postura mais firme da União Europeia, com propostas para centralizar a verificação de idade nas lojas de aplicativos. A ideia é compartilhar informações com as plataformas, reduzindo checagens individuais.
O debate evidencia um consenso: mesmo que sejam parciais, restrições aos menores nas redes devem se tornar mais rígidas nos próximos anos, segundo autoridades europeias. A coordenação entre Estados-membros deve ganhar espaço nos próximos meses.
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