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Ex-acusa vice-prefeito de Lages (SC) do Podemos de agressão e sufocamento

Vice-prefeito de Lages responde a ação penal por cárcere privado, lesão, invasão de celular e ameaça, ligado a agressões e raptos contra a ex-namorada

Jair Júnior se livrou do processo de impeachment graças a uma decisão da Justiça
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  • O vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, foi denunciado pelo Ministério Público por agressão, cárcere privado, lesão corporal, invasão de dispositivo informático (celular) e ameaça contra a ex-namorada.
  • A acusação descreve raptos e humilhação: a vítima diz que só pôde voltar para casa após dizer que o amava; o episódio ocorreu em março do ano passado.
  • A vítima sofreu perseguição e assédio após o término do relacionamento, incluindo prisões de abordagem em frente à moto do casal e monitoramento via perfil oficial da prefeitura.
  • Em outra parte do processo, o MP aponta dano ao patrimônio público ao furar o pneu do carro da prefeita Carmen Zanotto, incluindo o contexto de violência doméstica na investigação.
  • A Justiça tramita uma ação penal em segredo de Justiça; houve tentativa de impeachment que foi cancelada pela Justiça; ainda faltam depoimentos e há expectativa de sentença.

O vice-prefeito de Lages (SC), Jair Júnior (Podemos), foi denunciado pelo Ministério Público por agressão, cárcere privado, invasão de dispositivo informático e ameaça. A acusação envolve violência contra a ex-namorada, relatada como reiterada e gravemente violenta.

Segundo o MP, a vítima registrou violência após deixar a casa do então parceiro. Ele perseguiu a ex, chegou a atravessar o carro na frente da moto em que ela estava com a irmã, e só permitiu que ela voltasse para casa após humilhações e pressão emocional. O caso ocorreu em 22 de março do ano passado; Jair Júnior foi preso em flagrante e liberado no dia seguinte mediante fiança.

A denúncia aponta que o relacionamento durou cerca de um ano, com episódios de violência antes da prisão. No dia da posse de Jair Júnior, o MP afirma haver agressões ligadas ao controle da relação. A ex-namorada manteve medidas protetivas e mudou de cidade, retornando a Lages posteriormente. O processo tramita em segredo de Justiça; a defesa afirma não comentar enquanto há provas em andamento.

Investigações e desdobramentos

O Ministério Público descreve tentativas de monitoramento da vítima, uso de perfis oficiais para espionagem e intimidação com mensagens repetidas. A ex-colega de trabalho, a irmã da vítima e testemunhas são citadas no andamento do caso, que também envolve dano ao patrimônio público por dano ao carro da prefeita, em episódio relacionado ao contexto de violência doméstica.

Jair Júnior chegou a ficar detido por decisão judicial e, na audiência de custódia, houve liberação mediante fiança. A Câmara de Vereadores de Lages teve o processo de impeachment cancelado pela Justiça, que entendeu restrições legais a aplicação da lei a cargos diferentes do prefeito. O caso segue como ação penal, com depoimentos de testemunhas já ouvidos e prazo para decisão sem data definida.

Contorno público e orientação

As autoridades reforçam que casos de violência doméstica devem ser denunciados, especialmente quando envolvendo parceiros ou ex-parceiros. Disque 190, 180 e Disque 100 estão disponíveis para atendimento e apuração de violações aos direitos humanos.

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