- Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles, teria compartilhado documentos oficiais de comércio britânico com Jeffrey Epstein em 2010, segundo emails.
- Segundo mensagens, ele repassou a Epstein relatórios sobre Vietnã, Cingapura e outros lugares, recebidos em função de uma viagem oficial.
- A Polícia Metropolitana não respondeu imediatamente ao pedido da Reuters sobre a possibilidade de abrir uma investigação sobre o caso.
- Envios de documentos sensíveis por emissários de comércio costumam violar regras de confidencialidade.
- As revelações ocorrem em meio a uma crise política no Reino Unido relacionada a Epstein, incluindo investigações sobre outras figuras próximas ao caso, como Peter Mandelson; Andrew já deixou de cumprir funções reais em 2019 e perdeu o título de príncipe em outubro.
Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles III, teria compartilhado documentos oficiais de comércio britânico com Jeffrey Epstein em 2010, quando atuava como enviado do governo. Os e-mails sugerem que ele repassou relatórios sobre Vietnã, Cingapura e outros destinos, recebidos em função de uma viagem oficial.
A divulgação vem em meio a anos de escrutínio sobre a relação do ex-príncipe com Epstein, relação que já lhe custou cargos, títulos e residência. Andrew nega qualquer crime e não respondeu a pedidos de comentário desde o mais recente lote de arquivos.
As mensagens indicam que Andrew repassou informações sensíveis a Epstein, mantendo-se em posição de negociações comerciais. A polícia de Thames Valley informou que revisa novas alegações envolvendo Andrew e uma mulher levada a um endereço em Windsor, à luz dos arquivos.
Investigação policial e desdobramentos
A polícia de Londres e outras autoridades estudam se houve violação de confidencialidade por parte de envoys de comércio. Não há confirmação de abertura formal de investigação sobre Andrew até o momento.
Paralelamente, a crise política se intensifica após a nomeação de Peter Mandelson, conhecido pela relação com Epstein, como embaixador nos EUA. Mandelson também estaria sob escrutínio por supostas informações confidenciais de 2009 e 2010 repassadas a Epstein.
Situação de Andrew e impactos institucionais
Andrew deixou funções oficiais da realeza em 2019 e, em outubro, o rei Charles retirou seu título de príncipe. O ex-príncipe foi removido de sua mansão real na semana passada, em meio aos desdobramentos midiáticos. A devolução de privilégios continua a gerar ondas no Reino Unido.
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