- O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) afirma que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais tem mais chances de avançar do que o fim da escala 6 por 1.
- A indústria já opera perto de quarenta horas; setores de comércio e serviços resistem ao fim do 6×1, mas sindicatos de São Paulo indicaram apoio à mudança.
- A proposta é defendida como forma de formalizar a economia, melhorar a saúde mental dos trabalhadores e reduzir faltas, com um dia adicional de descanso.
- A tramitação prevê votação ainda no primeiro semestre, com admissibilidade e criação de comissão especial, buscando calendário conjunto com o presidente da Câmara e parlamentares.
- No Senado, a pauta já avançou em etapas iniciais; técnicos destacam ganhos de produtividade com IA e com reforma tributária, defendendo que custos não serão maiores e que a indústria manterá competitividade.
O fim da escala 6×1 é tema de debate no Congresso, com maior probabilidade de avanço da redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. A defesa é feita pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), em entrevista ao UOL News, 2ª edição, do Canal UOL.
Segundo Lopes, a indústria já opera perto de 40 horas semanais e o principal entrave é o fim da escala 6 por 1. Ele ressaltou que o setor de comércio e serviços ainda resistem, apesar de a média do 5×2 já alcançar cerca de 39,2 horas.
O deputado afirmou que parte da população apoia a mudança por motivos de saúde mental e equilíbrio entre trabalho e vida familiar. Lopes mencionou encontros com sindicatos paulistas e destacou que grandes proporções dos trabalhadores possuem faltas semanais para atender compromissos pessoais.
Avanços legais e próximos passos
Lopes informou que pretende encaminhar a admissibilidade da proposta ainda no primeiro semestre, com criação de comissão especial e votação nas duas casas. No Senado, a PEC já avançou em etapas iniciais, conforme o parlamentar.
Ele também rebate críticas sobre impactos econômicos, citando ganhos de produtividade com inteligência artificial e reforma tributária de consumo como fatores favoráveis. Também mencionou que a indústria tende a crescer em competitividade com a mudança.
A entrevista aponta que, segundo o deputado, a popularidade da 40 horas com 5×2 supera 80% e que o Parlamento deve considerar o pedido de trabalhadores e sociedade. Lopes disse ainda ter mantido contato com o presidente da CCJ para viabilizar o calendário.
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