- Tulsi Gabbard afirmou à Reuters que encerrou o grupo de Iniciativas do Diretor (DIG), criado no ano passado para combater a politicização nas agências de inteligência, e redistribuiu os seus membros.
- A DIG foi apresentada como temporária; a ODNI (Escritório do Diretor de Inteligência Nacional) negou falhas e reiterou que o grupo seria apenas uma fase, com envio de informações ao Congresso mesmo após o prazo não cumprido para um relatório classificado.
- Críticas disseram que a DIG serviria a ataques partidários, com foco em despolitizar o serviço de spy agencies, especialmente durante a gestão Trump.
- Entre as ações atribuídas à DIG estão a desclassificação de arquivos sobre o assassinato do ex-presidente John F. Kennedy, além de cumprir ordens executivas do presidente.
- A decisão de encerrar a DIG ocorre em meio a preocupações de democratas sobre o alcance das ações de Gabbard em assuntos eleitorais e de segurança, incluindo investigações envolvendo eleições em Porto Rico e registros de votação na Geórgia.
Tulsi Gabbard, chefe de Inteligência dos EUA, informou à Reuters que encerrou a task force criada no ano passado para reduzir a politicização nas agências de espionagem. Segundo ela, o grupo foi temporário e seus membros foram reassignados dentro da ODNI.
A DIG, sigla para Director’s Initiatives Group, enfrentou críticas de congressistas que viam o núcleo como ferramenta de ataques partidários. O escritório de Gabbard negou qualquer erro, ressaltando que a iniciativa teve prazo limitado e foco em prioridades próximas, como ordens executivas presidenciais.
Gabbard afirmou que a equipe temporária foi usada para potencializar projetos de alto impacto, com realocação dos profissionais para equipes da ODNI. A divulgação ocorre enquanto o Congresso demanda informações classificadas sobre a liderança e contratações da DIG.
O relatório classificado exigido pelo Congresso, apresentado em dezembro, envolve liderança, quadro de funcionários e práticas de contratação da DIG. O prazo não foi cumprido e a ODNI informou que continuará entregando os dados solicitados.
O anúncio ocorre em meio a debates sobre a atuação de Gabbard em questões ligadas à segurança eleitoral. Forças democratas afirmam que a atuação extrapolou a alçada da agência de inteligência, alimentando preocupações sobre interferência em eleições.
Advogadas pelos defensores da DIG destacam realizações como a desclassificação de documentos ligados ao assassinato de um ex-presidente e a implementação de ordens executivas de Trump logo após o início de seu mandato. Críticos, no entanto, veem a iniciativa como partidária.
A ODNI sustenta que a divulgação de determinados arquivos não comprova má-fé e que a agência tem obrigação legal de repassar informações quando há denúncias. O núcleo negou que haja violação de confidencialidade ou exposição indevida de agentes.
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