- O Ministério Público de Santa Catarina pediu a exumação do corpo do cão Orelha e novas diligências no caso na Praia Brava, Florianópolis.
- O inquérito foi concluído na semana passada e resultou na internação de um adolescente suspeito pelas agressões; três adultos também foram indiciados por coação.
- Não há imagens nem testemunhas do momento exato da agressão; laudo aponta golpe na cabeça por objeto contundente como causa da morte.
- O MP solicitou novos depoimentos e a juntada de vídeos sobre atos infracionais e registros envolvendo cães para esclarecer a possível coação no processo.
- Entre os pedidos está, se viável, a exumação do corpo de Orelha para perícia direta; após cumprir as diligências, a Polícia Civil devolve o inquérito ao MP para decisão sobre denúncia.
O Ministério Público de Santa Catarina pediu a exumação do corpo do cão Orelha e novas diligências no caso da morte do animal, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis. O pedido foi feito nesta terça-feira 10, após a análise do inquérito policial e dos boletins de ocorrência, com o objetivo de complementar as investigações.
O inquérito, concluído na semana passada, resultou no pedido de internação de um adolescente suspeito de ter sido o responsável pelas agressões. Três adultos também foram indiciados pela Polícia Civil por suspeita de coação no curso do processo, crime com pena potencial de até quatro anos de prisão.
Segundo a polícia, não há imagens nem testemunhas do momento exato da agressão. Um laudo indireto, com base no atendimento veterinário, indicou que a morte ocorreu por golpe na cabeça com objeto contundente. O MP destacou a necessidade de elucidar possíveis coações e requisitou novos depoimentos e a análise de quatro boletins de ocorrência circunstanciados.
Pedidos e diligências
Entre os pedidos, consta a juntada de vídeos que tratem de atos infracionais e registros envolvendo cães. Em relação à morte de Orelha, foi solicitada, se viável, a exumação do corpo para perícia direta. Após cumprir as diligências solicitadas, a Polícia Civil deverá devolver o inquérito ao MP, que definirá se oferece denúncia.
Orelha, segundo a versão policial, foi agredido na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava. Laudos da Polícia Científica apontam pancada contundente na cabeça, potencialmente causada por chute ou objeto rígido como madeira ou garrafa. O animal foi resgatado no dia seguinte e morreu em clínica veterinária.
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