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Trump planeja revogar decisão climática da era Obama

Governo Trump planeja revogar a conclusão de risco climático da era Obama, removendo a base legal para regulações de gases de efeito estufa e ampliando o retrocesso regulatório

Lee Zeldin, administrador da Agência de Proteção Ambiental dos EUA
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  • Governo dos EUA pretende revogar a “constatação de perigo” da era Obama, base para a regulamentação federal de gases de efeito estufa, segundo a EPA.
  • A medida removeria a base jurídica para uma regulamentação mais ampla e seria considerado o maior retrocesso na política climática do governo Trump, conforme a EPA.
  • A proposta foi enviada ao Escritório de Administração e Orçamento da Casa Branca em 7 de janeiro e a divulgação ocorreria ainda nesta semana, com mais de meio milhão de comentários públicos.
  • A revogação eliminaria exigências para medir, relatar, certificar e cumprir padrões federais de emissão de veículos, mas não afetaria fontes estacionárias, como usinas.
  • Em 30 de janeiro, tribunal federal determinou que o Departamento de Energia violou a lei ao formar grupo consultivo de ciência climática para apoiar a revogação, enquanto o Instituto Americano de Petróleo apoiou a mudança para veículos, mantendo-a para fontes estacionárias.

O governo dos EUA, sob o presidente Donald Trump, planeja revogar nesta semana uma conclusão científica da era Obama que serve de base legal para regulamentar gases de efeito estufa. A medida, anunciada pela EPA, muda o arcabouço regulatório federal.

A revogação da chamada constatação de perigo excluiria a base para uma regulação mais ampla de gases de efeito estufa. Segundo a EPA, esse passo representa um recuo significativo na política climática do governo.

Segundo o Wall Street Journal, a ação deverá ser publicada ainda nesta semana. A publicação citou o administrator da EPA, Lee Zeldin, ao mencionar que seria o maior ato de desregulamentação da história do país.

A EPA já vinha trabalhando na revogação há mais de um ano. A proposta foi enviada à Casa Branca para revisão em 7 de janeiro e recebeu mais de meio milhão de comentários públicos.

Para veículos, a revogação eliminaria exigências regulatórias de medir, relatar, certificar e cumprir limites de emissão. Fontes do governo disseram que a mudança não abrangeria fontes estacionárias, como usinas.

A agência afirma que a constatação de perigo foi usada, sob as administrações Obama e Biden, para justificar regulamentações de gases de efeito estufa em veículos e motores novos. Um tribunal federal, em 30 de janeiro, validou parte de seu processo judicial.

Grupos industriais divergem de apoio público à medida. Muitos sinalizam incerteza jurídica e regulatória ao declarar posição sobre a anulação da constatação de perigo.

O Instituto Americano de Petróleo apoiou a revogação para veículos, desde que a regra para fontes estacionárias seja mantida. Isso implicaria regulamentar metano, emitido pelo setor de petróleo e gás.

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