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Alta Corte australiana determina que igreja católica devia proteger criança NSW

Tribunal superior australiano reconhece dever de cuidado da diocese de Newcastle-Maitland para proteger criança de padre abusador, ampliando responsabilidade da igreja

The Catholic church previously argued it owed no duty of care because there was no evidence it knew of risks posed by priests at that time. It also argued it could not be held liable for intentional criminal acts committed by its priests.
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  • Corte de alta corte da Austrália considerou que diocese de Newcastle e Maitland tinha dever de cuidado com criança exposta a abuso de padre e violou esse dever em 1969.
  • A vítima, identificada como AA, tinha 13 anos na época em que ocorreu o abuso por Padre Ron Pickin.
  • O abuso ocorreu no presbitério após o padre oferecer álcool e cigarros a AA e a outra criança.
  • A decisão estabelece que há dever não delegável de cuidado das instituições para proteger crianças sob cuidado, mesmo quando há conduta criminal por parte de terceiros.
  • O veredito marca mudança relevante na responsabilização de igrejas por abusos cometidos por membros do clero.

O Tribunal de Última Instância da Nova Zelândia? Não. O Tribunal de Apelação de NSW foi desbancado pela decisão final do High Court, que reconheceu a Diocese de Newcastle e Maitland como responsável pelo abuso. O caso envolve AA, abusado por Padre Ron Pickin em 1969, aos 13 anos, em uma casa paroquial.

AA processou a diocese, argumentando que ela tinha um dever não delegável de proteção da criança e que violou esse dever ao permitir o abuso. A defesa alegava inexistência de tal obrigação e que não cabia responsabilidade por atos criminosos do clero. A diocese já havia vencido na corte de apelação.

O High Court decidiu a favor de AA, afirmando que a diocese tinha, em 1969, um dever de cuidado com a criança sob a supervisão de um sacerdote da diocese e que esse dever foi violado ao permitir o abuso. A decisão sinaliza mudança relevante na responsabilização civil de igrejas.

Impacto jurídico

Advogados de ações contra instituições já destacaram que o veredito consolida o princípio da responsabilidade por danos causados por membros da clerigaria. A decisão amplia a percepção de que organizações que cuidam de crianças não podem se eximir de responsabilidade.

A decisão aponta que instituições que colocam crianças sob cuidado institucional não podem isentar-se da obrigação de zelar pela segurança. O caso é visto como marco para casos futuros envolvendo abusos dentro de obras religiosas.

A defesa da diocese encara o entendimento como potencial precedente para casos semelhantes, com impacto possível em outras jurisdições australianas. As informações são fornecidas com base no registro público do tribunal.

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