- Líderes da oposição na Câmara e no Senado têm se manifestado contra o fim da escala 6×1 e apoiam propostas para a manutenção da folga atual.
- Na Câmara, o deputado Cabo Gilberto Silva sugeriu manter a jornada em até 44 horas semanais com folgas aos sábados e domingos, desde que haja acordo entre empregado e patrão; ele assinou a PEC 40/2025, que amplia opções de regime.
- A oposição assinou a PEC 40/2025 para manter uma folga semanal e prever que mudanças na jornada sejam negociadas entre trabalhadores e empregadores, em contraste com propostas de redução da jornada para 40 ou 36 horas.
- No Senado, o líder da oposição, o senador Ciro Nogueira, reiterou a posição contrária a redução imposta por lei, defendendo negociações para eventual ajuste da jornada; o senador Rogério Marinho também não comentou, mas já apresentou emenda ligada à manutenção de uma folga.
- Do lado governista, há apoio a encerrar a 6×1 e estudos sobre redução gradual da jornada, com perspectivas de acordo até o fim do semestre, conforme acredita o setor, enquanto Lula já sinaliza apoio ao fim da escala.
A proposta que orienta o fim da escala 6×1 enfrenta resistência no Congresso. Líderes da oposição na Câmara e no Senado já se manifestaram contrários à mudança constitucional que criou uma segunda folga semanal remunerada. Projetos favoráveis à manutenção da 6×1 ganham força entre parlamentares de linhas diferentes.
Na Câmara, o principal oposicionista é o deputado Cabo Gilberto Silva, que atua próximo ao presidente da Casa e já sinalizou posição contrária ao fim da escala. Ao longo de 2024, ele abriu espaço para discussões, mas voltou a rejeitar o avanço da proposta. Não houve pronunciamento divulgado pela Repórter Brasil.
No Senado, a liderança da minoria também se posiciona contra a mudança. O senador Ciro Nogueira atribuiu aos gastos e impactos uma importância menor diante de dúvidas sobre viabilidade, reiterando críticas à redução de horas. Outros membros da oposição não comentaram oficialmente o tema.
Oposição e alternativas na prática
A oposição apresentou a PEC 40/2025, associada a outros setores, que preserva a jornada de 44 horas semanais e mantém apenas uma folga. A ideia é deixar acordos entre empregados e empregadores para eventuais mudanças, sem fixar uma segunda folga na Constituição.
Especialistas destacam que a PEC da oposição visa dar ao trabalhador maior flexibilidade, com escolhas entre regime de trabalho e horários. A proposta é entendida como resposta à agenda de reformas trabalhistas do governo, que busca reduzir a jornada.
Perspectivas no plenário e estratégias
Lideranças governistas defendem a redução gradual da jornada, com regras claras para evitar prejuízos à produtividade. O aumento de apoio entre setores empresariais é citado como fator que pode influenciar o andamento das propostas.
A tramitação de propostas como PEC 148/2015 no Senado e PEC 8/2025 na Câmara permanece ativa. Em contato com a imprensa, representantes do governo sinalizam interesse em unificar propostas, visando um desfecho ainda no primeiro semestre.
A conjuntura política aponta para um intenso embate entre defesa de modelos com mais folgas e propostas de redução de jornada. O cenário eleitoral adiciona dinamismo às negociações e à estratégia de cada força em torno do tema.
Entre na conversa da comunidade