- Tarique Rahman retorna ao Bangladesh após dezoito anos no exterior e é apontado como principal candidato a primeiro ministro.
- Rahman promete uma era de política limpa e uma luta “sem tolerância” à corrupção, caso o BNP vença as eleições.
- As eleições são as primeiras livres e justas em quase duas décadas, com votação sob forte aparato de segurança.
- As pesquisas indicam que o BNP deve obter maioria considerável frente ao Jamaat e Islami, fortalecendo o retorno do partido ao poder.
- O pleito ocorre após a queda de Sheikh Hasina em 2024 e sob governo interino, com mais de novecentos mil profissionais de segurança mobilizados para o dia da votação.
Tarique Rahman voltou ao Bangladesh para disputar a eleição mais aberta em quase duas décadas. Em meio a um ambiente de tensões políticas, ele surge como principal concorrente a ser o próximo primeiro-ministro, representante da BNP. Os comícios ganharam força após o retorno do líder, que passou 17 anos no exterior.
A eleição começou nesta quinta-feira pela manhã, com votação em todo o país. O pleito ocorre após a queda do governo de Hasina em 2024, marcando a primeira eleição livre desde então. O processo é acompanhado por um intenso aparato de segurança, com mais de 900 mil profissionais entre polícia, forças armadas e apoio logístico.
Quem está envolvido inclui a BNP, liderada por Rahman, a Jamaat-e-Islami e aliados, além do governo interino dirigido por Muhammad Yunus, responsável por preparar o país para votar com legitimidade. Rahman retornou em um momento de forte expectativa de mudança, frente a denúncias de rigging em eleições anteriores.
Rahman, que esteve exilado em Londres, prometeu combater a corrupção de forma decisiva caso a BNP assuma o poder. O foco em governança e responsabilidade é apresentado como resposta a críticas de décadas de prática política associada a duas famílias influentes.
Analistas apontam que, mesmo com o retorno de Rahman, o avanço da Jamaat-e-Islami e de alianças islâmicas representa desafio para a democracia e para o modelo secular do país. A votação registra 127 milhões de eleitores e recebeu ampla cobertura internacional.
Em Dhaka, eleitores jovens enfatizam a importância de participar, destacando a experiência de votar pela primeira vez. A cobertura ressalta o clima de expectativa com as mudanças esperadas no cenário político, incluindo políticas de desenvolvimento econômico e de direitos civis.
Entre os aspectos estratégicos, o novo governo precisará redefinir relações com a Índia, segundo observadores. O relacionamento bilateral, antes próximo, passou por atritos após a queda de Hasina. Rahman sinalizou desejo por uma relação baseada no respeito mútuo.
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