- Valdemar Costa Neto, presidente do PL, disse que Eduardo Bolsonaro (PL) iria para o Senado por São Paulo caso tivesse ficado no Brasil.
- Eduardo deixou o mandato em fevereiro do ano passado para morar nos Estados Unidos.
- O dirigente afirma que o ex-deputado foi‑se por “desespero” com a situação de Bolsonaro e cita o tarifaço dos EUA como ideia associada a Donald Trump.
- Eduardo está envolvido na escolha de candidatos ao Senado em São Paulo, com lista de nomes que inclui Marcos Feliciano, Cezinha de Madureira e Gil Diniz, segundo Valdemar.
- O mandato de Eduardo foi cassado no fim do ano anterior após quase sessenta faltas; as negociações entre Lula e Trump teriam influenciado a suspensão de sanções brasileiras pelos EUA.
Eduardo Bolsonaro, hoje ex-deputado federal pelo PL, deixou o Brasil para os Estados Unidos há cerca de um ano. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirma que a permanência dele no exterior foi um problema para a legenda. Ele diz que, se Eduardo tivesse ficado, seria eleito senador por São Paulo em outubro. Eduardo deixou o mandato em fevereiro do ano passado para morar nos EUA.
Para Valdemar, a decisão de ficar nos EUA foi motivada pelo que chama de desespero com a situação de Bolsonaro. O PL também relaciona o episódio ao tarifaço imposto aos brasileiros, tática que, segundo ele, teve relação com posições defendidas por Trump. Eduardo, segundo a leitura interna, articulou ações associadas às medidas.
Eduardo tem participado na escolha do candidato ao Senado em São Paulo, segundo o presidente do PL. Entre os nomes citados por Valdemar estão Marcos Feliciano (PL), Cezinha de Madureira (PSD) e Gil Diniz (PL). O dirigente disse que há uma pesquisa em andamento para avaliação de vias de indicação.
Cenário institucional
O filho de Bolsonaro teve o mandato cassado pela Câmara no fim do ano passado, após registro de quase 60 faltas, situação que excede o limite constitucional. A decisão ocorreu na Mesa Diretora da Casa.
O ex-deputado ficou enfraquecido após a suspensão de sanções dos EUA contra o Brasil. Movimentos entre Lula e Donald Trump motivaram a retirada do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Entre na conversa da comunidade