- Autoridades internas alertaram que a percepção pública sobre a Palantir pode dificultar a implementação de um contrato do NHS de £330 milhões para uma plataforma de dados com IA.
- Em 2023, o governo escolheu a Palantir, empresa de tecnologia de vigilância, para conectar informações de saúde do NHS.
- Documentos privados, obtidos por meio de FOI, indicam que a imagem pública da Palantir pode limitar a expansão do projeto e comprometer o custo‑benefício.
- Até o verão passado, menos da metade das autoridades de saúde da Inglaterra já utilizavam a tecnologia; a BMA disse que médicos podem se recusar a usar partes do sistema devido ao papel da Palantir nagez ações de ICE.
- O número de organizações do NHS usando a Palantir subiu de 118 em junho para 151, ainda longe da meta de 240 até o fim do ano.
Em meio a controvérsias sobre a participação de Palantir, empresa de tecnologia de vigilância dos EUA, no NHS, novas informações chegam à tona. Relatórios obtidos pelo Guardian indicam que, em 2025, responsáveis pela saúde britânica alertaram que a percepção pública sobre a empresa poderia frear a implementação de um sistema de dados essencial para o NHS, estimado em 330 milhões de libras.
As mensagens privadas mostram que, após pressões de Keir Starmer, funcionários de Whitehall temiam que a reputação da Palantir dificultasse a entrega do projeto. Informações obtidas apontam que o andamento da iniciativa já enfrentava resistência de médicos e do público, reduzindo o ritmo de adoção entre as autoridades de saúde da Inglaterra.
Contexto do contrato e riscos percebidos
Relatórios internos destacaram debates sobre privacidade de pacientes e o risco de o NHS ficar dependente de um único fornecedor. Médicos participantes da British Medical Association sinalizaram resistência ao uso de partes do sistema, citando envolvimento da Palantir com operações de imigração nos EUA.
Implicações políticas e imagem pública
Percepções sobre a Palantir também atingem a esfera política. Parlamentares descreveram a empresa de forma crítica e pediram maior transparência nas tratativas com o setor público, que já envolve outros contratos, incluindo com o Ministério da Defesa e forças de segurança.
Desdobramentos e uso atual
Em junho de 2025, um briefing privado para Wes Streeting indicou que a imagem da Palantir impactava a entrega do projeto e poderia inviabilizar a inclusão de dados de médicos de atenção primária locais. O documento foi divulgado por meio da Lei de Liberdade de Informação.
Dados de adoção e próximos passos
Novas estatísticas, divulgadas nesta semana, mostraram aumento no número de organizações do NHS usando a tecnologia da Palantir, subindo de 118 para 151 desde junho. Mesmo assim, a meta é chegar a 240 até o fim do ano, ainda distante do objetivo.
Reações dos envolvidos
A defesa da Palantir enfatiza que a tecnologia contribui para serviços públicos, com impactos como redução de atrasos em altas obrigações hospitalares e apoio a operações em outras áreas. Parlamentares, médicos e grupos de vigilância externa permanecem céticos quanto à participação da empresa.
Observações finais
Autoridades de saúde e órgãos reguladores foram solicitados a comentar as informações, sem divulgação de dados sensíveis. O caso permanece sob escrutínio público e político, com decisões sobre o futuro do acordo em aberto.
Entre na conversa da comunidade