- Membros do Congresso solicitam investigação após descobrirem que o Departamento de Justiça criou registros das pesquisas realizadas por eles nos arquivos de Epstein.
- Fotografias durante audiência mostraram a procuradora-geral Pam Bondi segurando um documento intitulado “Jayapal Pramila Search History”, que lista os arquivos acessados pela deputada Pramila Jayapal.
- O acesso aos materiais não redigidos ficou disponível sob a Epstein File Transparency Act; parlamentares exigem que o DOJ pare com o rastreamento, alegando violação da separação dos poderes.
- O líder democrata na comissão de Justiça, Jamie Raskin, pediu ao inspetor-geral do DOJ que abra uma investigação sobre o que chamou de “abuso de poder” e monitoramento das revisões.
- Jayapal afirmou que houve espionagem e disse que pretende buscar respostas; o presidente da Câmara, Mike Johnson, classificou as práticas como inadequadas se comprovadas, sem comentar diretamente sobre a vigilância.
O皇 Congresso dos EUA exige apuração após surgirem registros de pesquisas de membros sobre arquivos de Epstein no Departamento de Justiça. Durante uma audiência, a procuradora-geral Pam Bondi mostrou um documento intitulado Jayapal Pramila Search History, com os itens acessados pela congressista Pramila Jayapal. O material foi exposto após a disponibilização parcial dos arquivos não redigidos de Epstein pela Epstein File Transparency Act.
Segundo a imprensa, o DOJ criou registros das atividades de pesquisa dos legisladores enquanto eles examinavam os materiais relacionados a Epstein. Fotografias da Reuters mostraram Bondi segurando o documento, o que gerou críticas sobre vigilância e violação da separação de poderes. Diversos deputados pedem que o tema seja investigado.
Para os congressistas, o processo de acesso aos arquivos envolve deslocamento a um anexo do DOJ, uso de quatro computadores próprios do ministério e um software considerado engessado. Eles alegam que o sistema facilita o monitoramento das leituras realizadas durante o exame dos documentos.
Em entrevista, o líder democrata no comitê, Jamie Raskin, afirmou que a situação configura abuso de poder e solicitou abertura de apuração pelo inspector general do DOJ. Ele descreveu o procedimento como constrangedor e afirmou que há risco de espionagem sobre a atuação dos membros.
Jayapal reagiu pelas redes sociais, dizendo que houve vigilância indevida e que pretende buscar medidas para interromper o monitoramento durante o review dos arquivos Epstein não redigidos. Ela afirmou que a prática é contrária à separação de poderes.
Entre os parlamentares republicanos, Nancy Mace classificou o episódio como grave e descreveu o papel de técnicos do departamento monitorando as ações dos membros. Ela relatou que o acesso aos arquivos envolve identificação individual e registro de todas as operações na sala.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que a conduta seria inadequada caso se comprove, mas não comentou acusações específicas sem confirmação. Autoridades do DOJ não responderam imediatamente ao pedido de comentário.
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