- Tarcísio de Freitas afirmou que participou de quatro reuniões com ministros do STF em Brasília para tratar da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, sob justificativa de saúde e dignidade.
- Os encontros, entre meio-dia e dezenove horas, tiveram as pautas oficiais centradas no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
- O governador disse que o ex-presidente poderia cumprir a pena em casa e citou precedentes, como o caso de Fernando Collor de Mello, para sustentar a viabilidade jurídica.
- Tarcísio informou que trabalhará pelo abrandamento da pena de Bolsonaro e chegou a defender a anistia ao ex-presidente, alegando injustiça e boa intenção.
- A transferência de Bolsonaro para a Papudinha ocorreu após articulação de Michelle Bolsonaro e de Tarcísio, com Moraes determinando a mudança; a imprensa citou contatos com Moraes, Gilmar Mendes e André Mendonça.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, informou nesta quinta-feira, 12, que participou de reuniões com ministros do STF em Brasília na quarta-feira, 11, para tratar da possibilidade de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os encontros ocorreram entre 12h e 19h e teriam discutido ainda o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), segundo a agenda oficial de Tarcísio.
Segundo a assessoria do governo paulista, as conversas incluíram a avaliação de medidas humanitárias, com o objetivo de assegurar que Bolsonaro tenha a melhor assistência possível junto à família. O governador afirmou que a posição é técnica e que o presidente não se enquadraria em regime fechado, destacando a necessidade de dignidade na execução da pena.
Tarcísio sustenta que o Brasil precisa de uma postura institucional mais contemplativa com ex-presidentes e que a defesa da prisão domiciliar é defendida com base em precedentes, como o caso de Fernando Collor de Mello. O governador sugeriu que o pleito poderia ser discutido junto aos ministros do STF, inclusive com a participação dele em conversas futuras.
A transferência de Bolsonaro para uma unidade da Papuda, apelidada de Papudinha, ocorreu após articulação envolvendo Michelle Bolsonaro e Tarcísio, sob decisão do ministro Alexandre de Moraes. Tarcísio informou que deve se reunir com Moraes ainda nesta tarde para avançar no tema.
Conforme apurado pelo Estadão/Broadcast Político, houve contato entre a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o governador e ministros do STF, com menções a Moraes, Gilmar Mendes e André Mendonça, versão negada pela Corte. A articulação contaria com a participação do presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e da senadora Damares Alves.
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