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Ciro Nogueira e Antonio Rueda defendem Toffoli no caso Master

Presidentes do PP e União Brasil defendem Toffoli no caso Master, afirmando que ataques ao ministro visam influenciar o STF e a democracia

Ciro Nogueira e Antônio Rueda, presidentes do PP e União Brasil
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  • Os presidentes do PP e do União Brasil divulgaram hoje uma nota conjunta defendendo a atuação de Dias Toffoli no caso Master, afirmando que narrativas tentam colocar a população contra ele.
  • Eles reafirmaram confiança no ministro, dizendo que atacar Toffoli é enfraquecer a democracia.
  • A posição foi publicada nas redes da federação União Progressista, que reúne os dois partidos, e afirma que injustiças ocorrem quando há apenas uma versão sem base sólida.
  • A nota foi divulgada após Toffoli deixar a relatoria do caso Master, com a redistribuição definida em reunião entre todos os ministros; André Mendonça ficou como novo relator.
  • A mudança na relatoria acompanha a revelação de conversas entre Toffoli e Daniel Vorcaro; a Polícia Federal apurou dados do celular do empresário ligado ao Master, e Toffoli negou ter recebido valores diretamente ou ter relação com Vorcaro/Zettel, afirmando que a venda do resort Tayayá ocorreu em setembro de 2021.

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, divulgaram uma nota conjunta defendendo a atuação do ministro Dias Toffoli, do STF, no caso Master. O posicionamento foi publicado nas redes da federação União Progressista.

Os dois líderes afirmaram que existem “narrativas” que tentam colocar a opinião pública contra Toffoli e destacaram a importância das ações do ministro para o país. A nota também diz que atacar Toffoli é atacar pilares do sistema democrático.

O texto voltou a mencionar a unificação de críticas a Toffoli ao reforçar a confiança no ministro e no STF. O comunicado observa que é essencial considerar diferentes versões para evitar injustiças sem base robusta.

A nota surge após Toffoli deixar a relatoria do caso Master, em meio a decisão tomada em reunião entre ministros do STF. O novo relator ficou com André Mendonça, escolhido por sorteio.

O movimento ocorre após revelações de conversas entre Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Master. A Polícia Federal recolheu dados do celular do banqueiro para o presidente do STF, Edson Fachin, segundo reportagem do UOL.

Toffoli também foi questionado sobre sua relação com a Maridt, empresa associada ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A empresa vendeu participação em 2021 a fundo Arleen, ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Segundo investigações, o ministro teria recebido ao menos 20 milhões de reais por meio do fundo Arleen, conforme o apuramento citado pela reportagem. O Ministério Público não confirmou esse montante (informação da apuração em andamento).

Toffoli negou ter recebido recursos diretamente de Zettel ou Vorcaro. Ele afirmou desconhecer o gestor do fundo e negou qualquer relação de amizade com o dono do Master. A venda do resort Tayayá ocorreu em setembro de 2021, conforme nota enviada pela defesa do ministro.

Contexto e desdobramentos

  • A redistribuição da relatoria do caso Master ocorreu após a divulgação de conversas envolvendo Toffoli e Vorcaro.
  • O Ministério Público e órgãos de imprensa continuam avaliando impactos da nova designação de relator.
  • Não há confirmação de nova linha de investigação ligada ao ministro no âmbito do caso.

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