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CPMI exige devolução de dados sigilosos do Master após saída de Toffoli

CPMI pede devolução de dados sigilosos do Banco Master após saída de Toffoli, para continuidade das apurações sob Mendonça

Sessão da CPMI do INSS no final do ano passado. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
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  • O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, pediu que o novo relator dos processos do Banco Master no STF, André Mendonça, encaminhe ao colegiado os documentos sigilosos da instituição e de Daniel Vorcaro.
  • O pedido ocorre um dia depois de o ministro Dias Toffoli deixar a relatoria, após pressões decorrentes de revelações da Polícia Federal.
  • A CPMI busca a devolução de materiais obtidos por meio de quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico que haviam sido retirados da CPMI e encaminhados à guarda do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
  • A comissão marcou depoimento presencial de Daniel Vorcaro para 26 de fevereiro; a PF investiga o Master por suspeita de fraude financeira ligada a transações com o BRB.
  • Agora caberá a Mendonça analisar o material, definir o grau de sigilo e decidir se o processo fica no STF ou é encaminhado à Justiça Federal, com o relatório da PF podendo citar autoridades com foro privilegiado.

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, pediu ao novo relator dos processos do Banco Master no STF, André Mendonça, que encaminhe ao colegiado documentos sigilosos da instituição e de Daniel Vorcaro. A solicitação ocorreu na sexta-feira, 13, um dia após a saída de Dias Toffoli da relatoria, em meio a pressões públicas sobre a decisão.

Viana argumenta que os materiais, obtidos por meio de quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico, são essenciais para a continuidade dos trabalhos da CPMI e para o andamento do relatório final. A CPMI já teve os documentos retirados da comissão por decisão anterior e guardados pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, o que gerou controvérsia entre os parlamentares.

Enquanto Toffoli era relator, ele recusou a devolução imediata dos papéis, dizendo que a liberação caberia apenas ao final das investigações da Polícia Federal. A posição provocou insatisfação entre membros da CPMI, que veem risco para a condução dos trabalhos, e há expectativa de amadurecimento do tema com Mendonça.

A CPMI marcou para 26 de fevereiro o depoimento presencial de Daniel Vorcaro, considerado peça-chave no caso. A Polícia Federal investiga o Banco Master por possível fraude financeira ligada ao BRB, além de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas que podem ter ocorrido de forma irregular. A comissão busca acesso aos documentos para entender o conjunto de evidências.

Agora, cabe a Mendonça analisar o material já produzido, definir o grau de sigilo das informações e decidir se o caso permanece no STF ou é encaminhado à Justiça Federal de primeira instância. Entre os documentos em análise está um relatório da Polícia Federal que pode mencionar autoridades com foro privilegiado envolvidos em conversas com Vorcaro e Fabiano Zettel, preso em janeiro.

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