- O conselho de regentes da Texas A&M anunciou o fim dos programas de estudos femininos e de gênero, bem como do ensino de “conceitos divisivos” como raça.
- A medida acompanha ações de outras instituições conservadoras, como New College na Flórida, e tem sido seguida por universidades públicas em Carolina do Norte, Ohio e Kansas.
- A justificativa oficial cita a ordem executiva de Donald Trump Defendendo as Mulheres da Ideologia de Gênero e Restaurando a Verdade Biológica ao Governo Federal, que coloca a “realidade biológica do sexo” como questão legal.
- Os arquivos de Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça, são usados para sustentar a ideia de que a extinção dos estudos de gênero reforça a impunidade de elites masculinas; o texto menciona o caso de David Ross e contatos com Epstein sobre financiamento de exposições envolvendo menores.
- O artigo afirma que os estudos de gênero oferecem uma leitura crítica sobre hierarquias de gênero e abusos, defendendo que esses programas são essenciais para a democracia, igualdade e justiça, não um projeto paróquial.
Texas A&M University tornou-se a mais recente instituição a eliminar os programas de estudos femininos e de gênero, bem como o ensino de conceitos considerados divisivos, como raça. A decisão foi anunciada pela assembleia de regentes na última semana, em College Station, Texas. A medida encerra um eixo de pesquisa e ensino que existia há décadas.
A ação não é inédita: em 2023, a New College, na Flórida, já havia promovido corte semelhante. EUA de estados conservadores aprovaram regras parecidas, com universidades públicas em estados como Carolina do Norte, Ohio e Kansas seguindo na mesma linha.
A justificativa apresentada envolve um cumprimento a uma ordem executiva do ex-presidente Donald Trump, que defende a suposta “verdade biológica” sobre o sexo e exige mudanças na política federal. A ordem é apresentada como defesa de espaços e dignidade das mulheres, mas é vista por críticos como tentativa de limitar debates sobre gênero.
Conexões com os arquivos Epstein
Os novos documentos de Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça, apontam para relações entre figuras influentes e abusos de menores. Entre os nomes mencionados, a atuação de David Ross, ex-diretor de museus de destaque, aparece em conversas sobre financiamento de projetos controversos envolvendo menores.
Ross afirmou à imprensa que conhecia Epstein como patrono e que sua relação com ele foi parte de sua atuação profissional. Em comunicados, ele descreveu preocupação com as acusações e reconheceu um julgamento inadequado ao manter contato em determinados momentos.
Relatos posteriores mostram que Ross pediu apoio a Epstein após investigações sobre abusos, reconhecendo o erro de julgamento ao tomar tais iniciativas. As declarações destacam uma dinâmica de poder, privilégio e responsabilização tardia.
A cobertura dos arquivos reforça a leitura de que medidas contra estudos de gênero estão conectadas a uma visão que busca limitar críticas a práticas de poder e a estruturas patriarcais. A defesa de estudos de gênero é apresentada como ferramenta crítica para entender hierarquias e abusos.
Fontes citadas no material de referência incluem artigos de veículos internacionais que acompanharam a evolução das políticas públicas e os desdobramentos dos processos envolvendo Epstein. A natureza das informações exige verificação cautelosa.
Este balanço jornalístico mantém o foco em fatos confirmados, evitando julgamentos. O tema envolve decisões institucionais, políticas públicas e implicações éticas, sem concluir sobre consequências futuras. Fontes: The Guardian, New York Times.
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