- O Departamento de Segurança Interna dos EUA está em curso de shutdown à meia-noite, após o Senado não aprovar o projeto de lei de orçamento.
- A votação ficou cinquenta e dois a quarenta e sete, com apenas John Fetterman apoiando; democratas bloquearam o financiamento em protesto contra táticas de imigração.
- ICE e CBP são considerados vitais e já contam com financiamento amplo graças a uma lei aprovada no verão passado.
- Democratas defendem reformas para o órgão, incluindo câmeras corporais; republicanos resistem a mandado judicial para entradas em propriedades.
- O Senado e a Câmara entram em recesso, com a possibilidade de shutdown prolongado; TSA, Serviço Secreto e FEMA podem sofrer maiores impactos.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) enfrenta possibilidade de inatividade oficial à meia-noite, após os legisladores saírem de Washington para um fim de semana prolongado sem resolver o impasse sobre o financiamento da agência. O atraso envolve a aprovação do orçamento do DHS, que já sofreu críticas.
O Senado não atingiu a maioria de 60 votos necessária para aprovar o projeto de repasse. A votação ficou em 52 a 47, com apenas John Fetterman (PA) votando a favor entre os democratas. Eles também bloquearam uma prorrogação temporária de dois semanas com o funding atual.
O embate decorre de protestos democratas contra táticas violentas usadas na recente operação de imigração da administração Trump em Minneapolis. O tomado envolve mudanças para ICE e CBP, sob a alçada do DHS, com foco em maior supervisão de agentes e uso de câmeras corporais.
Mudanças de tema e propostas em discussão
Antes da votação, Tom Homan,-chefe de fronteira, anunciou o fim da “Operation Metro Surge” e a restauração do efetivo de ICE em Minnesota. A mudança acontece após a substituição na chefia, com Hervin Bovino no cargo anterior.
Embora haja acordo parcial para uso de câmeras corporais, parlamentares republicanos resistem a outras propostas, como a exigência de mandados judiciais antes de entradas em propriedades privadas. A disputa permanece pelo equilíbrio entre segurança e liberdades.
Possíveis impactos e cenário político
Apesar de ICE e CBP receberem financiamento estável, serviços como TSA, Secret Service e FEMA podem sofrer interrupções. Trabalhadores da TSA devem manter atividades sem pagamento, visando reduzir impactos no tráfego aéreo.
A FEMA pode enfrentar atrasos no atendimento a desastres, com risco de menor colaboração com governos locais e estaduais. O DHS já enfrentou fechamento parcial em janeiro, que durou alguns dias, antes de novas medidas de financiamento.
Perspectiva legislativa
Senadores devem retornar apenas se houver acordo para liberar o financiamento. Não há sinal claro de resolução rápida, já que alguns membros buscaram compromissos eleitorais e participação em conferências internacionais. O desgaste político permanece alto.
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