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Líder da polícia de Nova York é acusado de suborno em esquema de alertas

Ex-chefe da divisão de segurança escolar da Polícia de Nova York é acusado de propina para favorecer venda de sistema de alerte móvel a escolas, com viagens e jantares de luxo

Taylor is accused of abusing his authority and ‘considerable influence’ in two bribery schemes.
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  • Kevin Taylor, ex-chefe da divisão de segurança escolar da Polícia de Nova York, foi indiciado por supostos dois esquemas de suborno em 2023 para favorecer a venda de um “sistema móvel de alerta de pânico” a escolas.
  • Geno Roefaro também foi acusado no mesmo inquérito, acusado de atuar na venda da tecnologia de segurança.
  • Segundo os procuradores, Taylor abusou de sua autoridade para obter benefícios, como viagens luxuosas e jantares caros, e tentou indicar à NYPD que a empresa recebesse um contrato de milhões e influenciar o conselho municipal.
  • Registros de mensagens mostram Roefaro cobrando retorno financeiro e Taylor organizando, em vão, uma coletiva de imprensa em começo de 2024 para anunciar a aquisição; Taylor foi transferido em fevereiro de 2024.
  • Em setembro, Taylor afirmou ter visto notícia sobre Roefaro ser investigado; também é apontada uma tentativa de forçar uma empresa de coletes balísticos a custear uma festa de fim de ano de mais de 100 mil dólares para o setor de segurança escolar; a NYPD disse que mantém padrões rigorosos e coopera com a investigação.

Kevin Taylor, ex-chefe da divisão de segurança escolar do NYPD, foi indiciado por suborno relacionado a um suposto esquema envolvendo um sistema móvel de alerta de pânico para escolas da cidade. Segundo o Ministério Público, em 2023 ele abusou de sua influência para favorecer a venda do equipamento a planos de negócios ligados a Geno Roefaro. A acusação aponta que Taylor recebeu viagens e jantares de alto padrão em troca de facilitar contratos.

O Ministério Público de Manhattan afirma que Taylor recomendou à polícia nova aquisição tecnológica e pressionou o conselho municipal a fechar o negócio, com valor estimado em milhões de dólares. Roefaro, empresário ligado à tecnologia de segurança, também foi citado na acusação como alvo de atividades de suborno. Os investigadores dizem que o então oficial usou sua posição para favorecer a empresa.

Taylor negou as acusações, afirmando que não há antecedentes na carreira de 28 anos na NYPD e que as alegações serão refutadas em juízo. Roefaro, por sua vez, sustenta que o caso envolve mal-entendidos e que a defesa está preparada para esclarecer os fatos, segundo os advogados.

Desdobramentos do caso

As acusações indicam que Taylor viajou com frequência para Las Vegas, Bahamas e outras localidades, com gastos em restaurantes de alto padrão, além de promover eventuais contratos públicos com a empresa de Roefaro. A denúncia também descreve mensagens de texto com tom de pressão para acelerar anúncios e lançamentos.

Segundo os documentos, Taylor chegou a organizar uma coletiva de imprensa no início de 2024 para anunciar a adesão da prefeitura ao sistema, mas a cerimônia não ocorreu. O ex-oficial foi removido de cargo em fevereiro daquele ano, conforme registro judicial.

Reação oficial e próximo passo

A polícia de Nova York informou que mantém padrões rigorosos de conduta entre os policiais e que atua com tolerância zero a desvios. A defesa de Taylor afirmou que as acusações são infundadas e que o caso será esclarecido em tribunal. A defesa de Roefaro também criticou a linha da investigação, pedindo avaliação mais cuidadosa dos fatos.

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