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Caso Master: crise inédita entre STF e PF

Afastamento de Dias Toffoli do caso Master marca crise inédita entre Supremo Tribunal Federal e Polícia Federal, com disputa sobre perícias e alçadas investigativas

O ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso Master após PF revelar transações com Vorcaro
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  • A investigação do Banco Master pela Polícia Federal provocou um embate inédito entre PF e STF, culminando no afastamento do ministro Dias Toffoli do caso após reunião entre todos os ministros.
  • Toffoli abriu mão da relatoria diante de pressões internas; a PF apresentou relatório com menções ao ministro em aparelhos do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, e Toffoli nega ter recebido dinheiro.
  • O afastamento de Toffoli é sem precedentes na Justiça brasileira; em operações anteriores, ministros já eram questionados, mas não havia cedição tão aberta ao afastamento.
  • O novo relator do caso no STF passou a ser André Mendonça; Toffoli já havia encaminhado parte da apuração ao STF e tomara decisões polêmicas sobre o material apreendido.
  • A PF espera abrir novas frentes de apuração, com informações do Banco Central e auditoria externa do BRB; casos envolvendo fraudes ligadas ao BRB e ao Master estão sendo investigados, e pedidos de suspeição de Gilmar Mendes já foram rejeitados.

O avanço das investigações sobre o caso Master motivou um confronto inédito entre a Polícia Federal e o STF. O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria após a PF apresentar material apontando menções a Toffoli em aparelhos de um investigado. Oito dias depois, o STF redistribuiu a relatoria para André Mendonça.

A PF apresentou um relatório com indícios de participação de Toffoli no armazenamento de informações relevantes para o caso, o que levou o ministro a abrir mão da relatoria. Toffoli nega ter recebido dinheiro do proprietário do Master e informou que não havia conflito de interesses. O novo relator assumiu o caso.

Afastamento de ministro em investigações contra políticos é inédito no país. O episódio gerou tensão entre a PF, o STF e a Procuradoria-Geral da República, que já tratou de pedidos de suspeição de outros ministros em casos anteriores, sem êxito.

A atuação da PF ao longo da apuração também foi alvo de críticas por parte de Toffoli, que ordenou lacração de parte do material apreendido e solicitou perícia com técnicos de sua confiança. Em seguida, recuou para evitar prejuízos à perícia, mantendo a PF envolvida.

O andamento do caso envolve ainda divergências sobre a condução de diligências, decisões sobre acareações entre investigados e autoridades, e o encaminhamento de novas frentes de apuração ligadas ao BRB e ao Master. A PF avalia desdobramentos com base em materiais apreendidos.

Entre os desdobramentos, somam-se apurações envolvendo fundos de previdência de governos estaduais e municipais que adquiriram papéis do Master, além de informações recebidas pelo Banco Central e por auditoria externa do BRB.

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