- Janja Lula da Silva não desfilou na Acadêmicos de Niterói, mesmo com o carro alegórico já pronto para entrar na Marquês de Sapucaí.
- Ela ficou na concentração, escondida em um contêiner, e acabou não subindo ao carro; Fafá de Belém ficou em posição de destaque no palco.
- A hipótese principal é de que a desistência visou não ampliar a polêmica em torno do desfile.
- O desfile enfrentou contestações sobre propaganda eleitoral antecipada, com acusações ligadas ao uso de jingle do presidente no samba-enredo.
- O Tribunal Superior Eleitoral manteve o desfecho sem proibir o evento, mas alertou para possíveis infrações à lei eleitoral envolvendo a escola ou políticos.
Janja Lula da Silva não participou do desfile da Acadêmicos de Niterói nesse domingo, 15 de fevereiro. O evento homenageava o presidente Lula e aconteceu na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A desistência ocorreu quando o carro alegórico já estava prestes a entrar na avenida.
Na concentração, a primeira-dama estava escondida em um contêiner antes de optar por não subir no veículo, segundo informações de bastidores. Ela chegou a acompanhar parte da passagem da escola pela avenida, sem participar do segmento principal.
Quem ficou em destaque no carro alegórico foi Fafá de Belém. Juliana, Denise Fraga e outros artistas, originalmente citados para compor o elenco, não desfilaram no lugar de Janja. O tema do samba-enredo era Amizades que ajudam Lula, com familiares e amigos no elenco.
Controvérsia eleitoral na celebração
A apresentação da Acadêmicos de Niterói reuniu ao menos dez contestações envolvendo Justiça, Ministério Público e TCU. A principal acusação envolve propaganda eleitoral antecipada, citando o uso de o jingle presidencial no refrão.
Deputados questionaram o repasse de recursos de R$ 1 milhão, pagos a todas as escolas por acordo entre Embratur e Liesa. A destinação à Acadêmicos de Niterói foi alvo de requerimento para bloqueio.
Decisão do TSE e desdobramentos
O TSE negou, por 7 a 0, a proibição do desfile, sob o argumento de não censurar a festa. No entanto, avaliou que condutas de envolvidos podem violar a lei eleitoral e resultar em punições.
Além disso, a avaliação aponta que a organização precisa evitar ações que possam ser interpretadas como apoio político de forma antecipada. A escola continua sob observação de comissões eleitorais.
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