- Flávio Bolsonaro anunciou que acionará rapidamente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por uma homenagem a Luiz Inácio Lula da Silva feita pela Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
- A crítica focaliza a alegoria das “famílias em lata de conserva” como ataque a valores conservadores e à família cristã, com defesa de neutralidade e respeito às crenças.
- Outros políticos, como Nikolas Ferreira, Carol de Toni, Damares Alves, Sergio Moro e influenciadores, também reagiram, chamando a homenagem de ataque aos valores conservadores ou de deboche religioso.
- O deputado Filipe Barros informou que vai protocolar ação no TSE contra o desfile; o TSE já rejeitou, na quinta-feira anterior, liminar para proibir o desfile.
- A peça homenageou Lula no enredo “Do alto do mulungu surge a esperança”, destacando a vida do presidente, com ala sobre “valores engessados” representados pela ideia de latas de conserva.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que acionará o TSE com rapidez para contestar a homenagem ao presidente Lula feita pela Acadêmicos de Niterói, no Carnaval do Rio de Janeiro, neste domingo (15). A denúncia envolve alegações de propaganda antecipada e uso de recursos públicos para ataques a Bolsonaro e à família tradicional.
Parlamentares de diferentes legendas repercutiram o episódio, criticando a alegoria ligada a uma suposta “família em conserva” e classificando-a como ataque a valores conservadores. A controvérsia se intensificou após publicações de deputados e senadores em redes sociais, destacando a defesa da fé cristã e da família tradicional.
A deputada Carol de Toni, que deixou o PL, também se posicionou contra a ala, ressaltando que o alvo seriam as famílias conservadoras. A senadora Damares Alves (Republicanos) afirmou que é inadmissível ridicularizar a fé de milhões de brasileiros e que manifestações culturais não devem atacar crenças religiosas.
O senador Sergio Moro (União Brasil) definiu a homenagem como desrespeitosa à família e disse que houve viés político explícito no desfile. Em mensagens na rede social, Moro comparou a exaltação de Lula a culto à personalidade. Influenciadores de direita também repudiaram o tom da apresentação.
Nesta segunda-feira (16), o deputado Filipe Barros (PL-PR) informou que protocolará ação no TSE contra o desfile em homenagem a Lula. Na quinta-feira (12) o TSE já havia rejeitado, por unanimidade, liminar para proibir o evento, apresentada por Novo e Kim Kataguiri (União Brasil-SP).
Contexto institucional
O Tribunal Superior Eleitoral manteve decisão de não censurar o desfile, reiterando que eventual irregularidade deve ser avaliada em momento adequado. No âmbito do Tribunal de Contas da União, o Novo pediu a suspensão de repasse de R$ 1 milhão da Embratur à escola, mas o ministro relator negou o pedido.
Paralelamente, Damares Alves e Kim Kataguiri moveram ações contra Lula por causa do enredo, mas a Justiça Federal não as acolheu. O enredo da escola de samba exaltou a trajetória de Lula, desde a infância em Pernambuco até a Presidência, com ênfase em programas sociais e greves históricas.
A ala das “latas de conserva” foi apresentada como símbolo de “pensamentos engessados” ou de valores preservados no tempo, segundo a própria escola. A trajetória do enredo destacou a figura de Lula e manteve tom elogioso ao petismo, em contraste com críticas a visões conservadoras.
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