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Moraes arquiva inquérito contra Zambelli por coação e obstrução de Justiça

Moraes arquiva inquérito contra Zambelli por coação e obstrução de Justiça, após PGR recomendar extinção; investigação não comprovou ações práticas

Deputada Carla Zambelli durante coletiva na Câmara dos Deputados. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
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  • Moraes arquivou o inquérito que investigava Carla Zambelli por coação e obstrução de justiça; decisão foi assinada no dia 13 e publicada no dia 18, seguindo a recomendação da Procuradoria-Geral da República.
  • A apuração começou após a ex-deputada fugir do Brasil em junho de 2025, em meio a condenação no STF, com a intenção de verificar se havia pressão externa sobre autoridades ou ações no exterior.
  • A Polícia Federal analisou publicações na internet e transferências financeiras, verificando tom político, mas sem constatar efeitos concretos sobre processos judiciais.
  • A PGR, representada pelo procurador-geral Paulo Gonet, sustentou que Zambelli fez declarações públicas sugerindo apoio fora do país, porém as apurações não comprovam ações práticas.
  • Zambelli permanece presa na Itália desde julho do ano passado, aguardando decisão sobre extradição solicitada pelo Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou o inquérito que apurava se a ex-deputada Carla Zambelli buscou influenciar processos da Corte e pressionar instituições. A decisão foi assinada no dia 13 e publicada nesta quarta-feira, 18, após a PGR recomendar a extinção do processo.

A investigação começou após Zambelli, que ficou conhecida por posição bolsonarista, ter fugido do Brasil em junho de 2025, após condenação no caso da invasão a um sistema do CNJ. O relator abriu apuração para verificar eventual atuação no exterior para influenciar atos judiciais.

Durante o inquérito, a Polícia Federal analisou posts na internet e transferências financeiras. Segundo a PGR, as mensagens tinham teor político, mas não produziram efeitos concretos sobre processos.

Na manifestação ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que Zambelli fez declarações públicas sugerindo buscar apoio fora do País para influenciar autoridades estrangeiras. Contudo, as apurações não identificaram ações práticas nesse sentido.

As doações por Pix partiram majoritariamente de apoiadores de uma campanha da investigada. Segundo o parecer, é verossímil que o projeto delituoso tenha ficado na retórica, sem atos executórios relevantes.

Zambelli permanece presa na Itália desde julho do ano passado, aguardando decisão sobre extradição solicitada pelo Brasil após a condenação no STF. A jurisdição italiana ainda não decidiu o pedido.

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