- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Délhi, Índia, para debater o tema.
- Ele voltou a pedir a regulação das big techs, alegando que o modelo de negócios atual viola privacidade, depende da exploração de dados e amplifica conteúdos que radicalizam a política.
- Lula pediu que a discussão global seja levada à ONU e afirmou que colocar o ser humano no centro das decisões é urgente.
- O discurso alertou para os riscos da IA em processos eleitorais, dizendo que conteúdos falsos manipulados por IA podem distorcer eleições e aprofundar desigualdades.
- A agenda na Índia inclui terras raras, abertura de mercados para produtos agropecuários, assinatura de parceria da Embraer e a viagem seguinte à Coreia do Sul para tratar do comércio bilateral.
O presidente brasileiro Lula participou nesta quinta-feira, 19, de uma cúpula em Nova Delhi, Índia, dedicada ao impacto da tecnologia no mundo. Ele voltou a defender a regulação das big techs e alertou para riscos da IA nas eleições, destacando a necessidade de governança global com participação da ONU.
Lula afirmou que o modelo atual dessas plataformas depende de dados pessoais, invade privacidade e monetiza conteúdos que amplificam a radicalização política. Ele pediu regulação séria para evitar impactos sobre direitos humanos e informações.
O discurso lido na abertura da cúpula enfatizou que a governança dessas tecnologias define quem participa e quem fica à margem. O presidente insistiu que o ser humano deve ficar no centro das decisões.
Riscos da IA
Para o presidente, o uso indevido da IA pode distorcer processos eleitorais e enfraquecer democracias. Conteúdos falsos criados por algoritmos, segundo ele, revelam uma estrutura de poder além do código.
Ao viajar a Nova Delhi, Lula também tratou de terras raras, setor estratégico para tecnologia e defesa. O roteiro inclui a abertura de novos mercados para produtos agropecuários brasileiros.
Ainda em Índia, está prevista a assinatura de uma parceria da Embraer no setor de aviação, além de encontros com ministros e empresários para ampliar o comércio bilateral.
Próxima etapa da viagem
Após a Índia, Lula deverá seguir para a Coreia do Sul. Em Seul, o foco será ampliar parcerias comerciais e discutir temas estratégicos com autoridades locais e representantes do setor privado.
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