- MPs e peers pedem ao ministro de energia a suspensão de subsídios de cerca de duas milhões de libras por dia pagos à Drax, até a conclusão da investigação da Financial Conduct Authority sobre as alegações de sustentabilidade.
- Documentos de tribunal mostram que executivos da Drax teriam levantado dúvidas privadas sobre a precisão das alegações públicas de sustentabilidade, após acusações de uso de madeira de florestas canadenses.
- A Drax afirma que a Ofgem não encontrou evidência de emissão indevida de certificados de subsídio nem de relatórios deliberadamente errados sobre a biomassa.
- Os deputados solicitam que contratos governamentais futuros com a Drax sejam suspensos durante a apuração da FCA; o objetivo é evitar novos subsídios caso haja irregularidades.
- A Drax representa cerca de cinco vírgula três por cento da eletricidade do Reino Unido e tem subsídios condicionados à geração com biomassa de madeira de fontes sustentáveis.
Os MPs pediram que o governo suspenda subsídios de cerca de £2 milhões por dia pagos à Drax, proprietária da maior usina de energia do Reino Unido, após documentos judiciais levantarem dúvidas sobre as alegações de sustentabilidade da empresa. A solicitação ocorre enquanto a fiscalização financeira investiga as fontes de pellets de madeira usados na geração de energia.
Um grupo cross-partidário de 14 membros, incluindo deputados do Labour, LibDem e Green, enviou uma carta ao ministro da Energia, Ed Miliband. O foco é bloquear futuros contratos públicos com a Drax até que a investigação do regulador financeiro FCA comprove as alegações de sustentabilidade relacionadas às fontes de biomassa.
Os subsídios são pagos a partir de fundos de consumidores, sob a condição de que a Drax utilize biomassa proveniente de florestas sustentáveis. A empresa, listada no FTSE 250, é uma das maiores consumidoras de pellets de madeira no país, importando milhões de toneladas anualmente e recebendo promessas de subsídios que devem se estender até 2031.
O pano de fundo envolve documentos de uma tribunal trabalhista que questionaram a veracidade das declarações públicas da Drax sobre a sustentabilidade de suas pelletas. A avaliação interna descrita nesses documentos aponta preocupações sobre a precisão das informações fornecidas à imprensa, reguladores e ao público.
Ontem, a Drax afirmou que a regulação, via Ofgem, não encontrou evidências de viagens indevidas de certificados de subsídio nem de relatórios deliberadamente incorretos. A empresa concluiu que não houve comprovantes de má-fé, segundo o posicionamento divulgado pela própria companhia.
Além disso, investigações já existem sobre declarações históricas da empresa, relacionadas à origem da biomassa. Com isso, os signatários da carta defendem que contratos do governo com a Drax devem permanecer suspensos enquanto a FCA apura as alegações apresentadas nos documentos judiciais.
A trajetória de Drax continua a ser marcada pela relevância para o sistema elétrico britânico, que avança na transição para fontes renováveis intermitentes. O grupo de MPs ressaltou que a dependência de subsídios públicos para manter operação exige apuração rigorosa.
Em resposta, o governo indicou que acompanhará os desdobramentos da investigação independente da FCA. A autoridade reguladora deve apresentar seus resultados, momento em que avaliações sobre a elegibilidade de subsídios poderão ser revisadas.
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