- Dos 89 integrantes da alta cúpula do PCC, 36 estão soltos e 53 seguem presos, segundo o Dipol da Polícia Civil de São Paulo.
- O organograma aponta 14 setores que estruturam a facção, incluindo a Sintonia Final como cúpula central e outros ramos operacionais.
- Entre os nomes em liberdade, destaca-se um integrante da Sintonia Final, o que indica arraigamento de poder fora das prisões: Maranhão.
- O levantamento traz associados como Mohamed Hussein Mourad, o Primo (foragido), e Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, preso em Moçambique em 2020.
- O documento também lista cinco integrantes que foram decretados pela facção e aponta tensões internas após gravação atribuída a Marcola, que teria provocado racha recente no grupo.
Dois a cada três chefes do PCC permanecem detidos, mostra organograma do Dipol da Polícia Civil de São Paulo. Ao todo, 89 integrantes da alta cúpula atuam, com 36 livres e 53 presos. A divulgação inicialmente foi pelo SBT News e reproduzida pelo Estadão.
Entre os nomes em liberdade está Adeilton Gonçalves da Silva, o Maranhão, integrante da Sintonia Final, grupo de maior poder da facção. A Sintonias Final, com 15 membros, dita regras, inclusive para outras frentes da organização.
O estudo apura a organização atual em 14 setores. A Sintonia Final lidera a estrutura, seguida por núcleos estratégicos dentro e fora do sistema prisional, como Sintonia Final de Rua, Sintonia Interna e a linha de atuação internacional.
A Sintonia Final da Baixada e o FM-BX, que atua em Santos e Guarujá, aparecem entre as áreas com controle regional. O organograma também cita a Sintonia da Internet e Redes Sociais, responsável pela coordenação online e pela comunicação entre membros.
O Setor do Raio-X funciona como auditoria interna, avaliando o comportamento de integrantes. Já a chamada Padaria cuida de parte financeira e logística da organização criminosa, segundo o Dipol.
Entre os nomes ligados à facção, aparecem empresários e vigilantes de redes internacionais. Mohamed Hussein Mourad, o Primo, fugitivo, aparece como associado. Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, foi preso em Moçambique em 2020 e é apontado como responsável por ampliar a presença externa do PCC.
Seis nomes que já integraram a alta cúpula aparecem como decretados pela facção, ou seja, considerados mortos pela organização após divergência com Marcola. O Estado já informou que o racha teve desdobramentos após gravação atribuída a Marcola em Porto Velho.
A organização que hoje lucra cerca de R$ 10 bilhões por ano mantém Marcola como liderança assegurada. Defesas de Marcola e Maranhão não foram localizadas até o momento, segundo apuração do Estadão.
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