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DHS quer motor único para identificar faces e digitais entre agências

DHS planeja plataforma única de biometria para cruzar faces, impressões digitais e outras identificações entre órgãos, elevando preocupações de privacidade

Kristi Noem, secretary of the US Department of Homeland Security (DHS), has overseen the agency's immigration crackdown.
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  • O Departamento de Segurança Interna quer um motor de correspondência único que combine faces, impressões digitais, íris e outras biometria para uso por várias agências.
  • O plano envolve integrar CBP, ICE, Administração de Segurança de Transporte, USCIS, Serviço Secreto e a própria DHS, substituindo sistemas isolados.
  • O objetivo é permitir buscas de verificação de identidade e de investigação, conectando sensores, cadastros e bancos de dados existentes.
  • Há dúvidas sobre a viabilidade técnica e custos, já que os sistemas atuais usam formatos diferentes e precisarão de padronização ou bridges de software.
  • Há preocupações de direitos civis, com críticas ao aumento da vigilância pública e à falta de regras claras de privacidade e supervisão; a DHS não respondeu a perguntas sobre salvaguardas e uso para cidadãos americanos.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) pretende unificar seus sistemas biométricos, reunindo reconhecimento facial, impressões digitais e outras identifiers em uma única plataforma. O objetivo é permitir buscas por dados de várias agências, incluindo CBP, ICE, TSA, USCIS, Serviço Secreto e a sede do DHS, por meio de um motor de correspondência comum. A iniciativa pode substituir ferramentas independentes que não compartilham dados facilmente.

O projeto envolve a criação de uma “matching engine” capaz de processar diferentes biometria e rodar as informações em um backend compartilhado. Em teoria, o sistema suportaria verificações de identidade e pesquisas investigativas. A ideia é conectar sensores, sistemas de cadastro e repositórios de dados já existentes.

Para reconhecimento facial, a verificação compara uma foto com um registro e retorna sim ou não. Em buscas investigativas, o sistema devolve uma lista ranqueada de possíveis correspondentes para revisão humana. Os documentos indicam que o DHS quer controle sobre o rigor das coincidências conforme o contexto.

A proposta também prevê integração direta com a infraestrutura atual, com conectores para sensores biométricos e bases de dados existentes. Contratados teriam de adaptar ou consolidar formatos de dados para permitir buscas entre componentes distintos.

Desafios técnicos e práticos aparecem. Diferentes agências podem ter sistemas de biometria de fornecedores distintos, com formatos incompatíveis. Requisitos de compatibilidade podem exigir conversão de registros, reconstrução algorítmica ou pontes de software entre sistemas.

Desdobramentos técnicos

O DHS também sinaliza a possibilidade de incorporar análise de voz, embora sem planos detalhados. O uso de voz como identificação já foi aventado em programas de monitoramento de imigrantes, com questionamentos sobre validade científica e privacidade.

Além disso, o governo enfrenta críticas sobre privacidade. Ativistas alertam para o alargamento da vigilância em espaços públicos, com fotos e escaneamento de faces em protestos. Grupos defendem maior transparência e salvaguardas no uso da tecnologia.

O DHS não respondeu a perguntas sobre como o sistema seria usado em buscas envolvendo cidadãos, nem sobre salvaguardas, parâmetros e supervisão. Também não tornou públicas regras de privacidade que regem o reconhecimento facial em campo.

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