- Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam mais de 1.300 feminicídios em 2020, média de três tragédias por dia.
- A juíza Hermínia Azoury afirma que há falha estrutural na rede de proteção às mulheres, com leis existentes mas implementação falha.
- Principais obstáculos: cultura machista, falta de recursos e de capacitação de profissionais, o que favorece impunidade e revitimização.
- A prevenção precisa começar na educação, com escolas promovendo valores de respeito e igualdade desde a infância.
- Demanda ações para aprimorar denúncia e acolhimento, fortalecer mecanismos de proteção e incentivar a atuação da sociedade na cobrança de medidas.
A violência contra a mulher persiste no Brasil, mesmo com avanços legais. Dados mostram que, em 2020, o país registrou mais de 1.300 feminicídios, equivalentes a uma média de três mortes diárias. As cifras indicam fragilidade na proteção às vítimas e na efetividade das medidas existentes.
Especialistas destacam falhas na rede de proteção. A juíza Hermínia Azoury aponta que, embora as leis existam, a implementação e o acompanhamento costumam ficar aquém. Conflitos entre instituições dificultam a atuação coordenada.
Além disso, a cultura machista e a falta de recursos impactam a prevenção e o acolhimento às vítimas. Profissionais da rede carecem de capacitação adequada, aumentando riscos de revitimização e impunidade.
Falhas no sistema de proteção
Dados indicam que a denúncia nem sempre resulta em proteção eficaz. O medo de retaliação e a desconfiança no sistema contribuem para baixos níveis de encaminhamento de casos. A melhoria depende de mecanismos de proteção mais robustos e de uma rede de apoio acessível.
Especialistas defendem uma atuação mais integrada entre educação, Justiça e assistência social. A educação para valores de respeito desde a infância é apontada como base para reduzir violência de gênero a longo prazo. Ações coordenadas visam ampliar a confiabilidade do sistema e a segurança das vítimas.
Caminhos para a mudança
Autoridades e sociedade civil devem cobrar medidas efetivas, com fiscalização e resultados verificáveis. Reduzir feminicídios passa por ampliar acesso a serviços, capacitar profissionais e eliminar entraves que dificultam denúncias. A meta é assegurar proteção real e atendimento adequado às vítimas.
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