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Ramadã atrai mercados noturnos a Lakemba; moradores dizem sentir-se indesejados

Mais de um milhão de visitantes participam dos mercados noturnos do Ramadan em Lakemba, em meio a ameaças e críticas que tentam perturbar a convivência comunitária

Food vendors at the Ramadan night markets making knafeh in Lakemba, NSW, Australia
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  • Mais de um milhão de pessoas devem visitar o festival de mercados noturnos de Ramadan em Lakemba, sul de Sydney, durante o mês de Ramadan.
  • Os vendedores e moradores relatam ambiente tranquilo e festivo, com o bairro ganhando vida ao pôr do sol e ao fim do jejum.
  • A comunidade recebe críticas de Pauline Hanson, que afirmou que não há “ bons muçulmanos” e que Lakemba é um lugar onde as pessoas se sentem indesejadas, gerando resposta de moradores e visitantes.
  • Sheikh Aref Chaker e outros destacam que a ameaça de violência não afeta a atmosfera de paz do Ramadã, enfatizando a sensação de acolhimento e diversidade do evento.
  • Houve relatos de ameaças à mesquita de Lakemba recentemente, levando autoridades a pedir desculpas públicas e reforçar leis de discriminação racial.

Os mercados noturnos de Ramadan em Lakemba, no sudoeste de Sydney, atraem mais de um milhão de visitantes ao mês. O evento acontece todas as noites de Ramadan e mobiliza moradores e turistas, com atividades que vão até as primeiras horas.

Na primeira noite, famílias e jovens ocupavam as ruas de Haldon Street, entre tendas verdes e vermelhas. Com aromas de carne assada e pão, o parque de comidas reunia frequentadores de diversas origens, que aproveitam a atmosfera de celebração.

O que acontece, quem participa, quando e onde

  • O funcionamento ocorre durante todo o mês de Ramadan, em Lakemba, a cerca de 20 km do CBD de Sydney. Além de comida, há venda de bebidas, sobremesas e apresentações culturais.
  • Vendedores locais e visitantes relatam sensação de segurança, convivência entre diferentes comunidades e apoio entre moradores para manter o clima festivo.

Contexto político e segurança

  • Em meio ao ambiente de celebração, surgem questionamentos sobre discurso público. A polêmica envolve declarações de uma líder política de extrema-direita que sugeriu que há poucos muçulmanos “bons” e associou Lakemba a sensação de não pertencimento. A comunidade espera que tais falas não desestimulem a participação no evento.
  • A sala de liderança religiosa local enfatiza que a paz e a hospitalidade do Ramadan ajudam a promover um ambiente acolhedor, mesmo diante de ameaças recentes à mesquita de Lakemba.

Desdobramentos e respostas oficiais

  • Registros de ameaças contra a mesquita de Lakemba foram destacados, com apelos para violência contra frequentadores. Autoridades de direitos civis pedem que líderes públicos se posicionem de forma clara para evitar incitação ao ódio.
  • O prefeito da região afirmou que as leis contra discriminação são aplicáveis a discursos públicos que incentivem preconceito, destacando a importância de proteger a convivência pacífica durante o mês sagrado.

Testemunhos e cotidiano

  • Vendedores servem pratos variados, de kibe a knafeh, enquanto clientes elogiam a atmosfera de união entre pessoas de diferentes origens. Visitantes internacionais aproveitam a proximidade de casa e a sensação de pertencimento que o evento oferece.
  • Entre os frequentadores, há relatos de orgulho pela diversidade local e pela promoção de encontros positivos, que contrastam com as tensões políticas defendidas por algumas vozes públicas.

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