- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não cabe a ele dar palpite sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, que tinha enredo em sua homenagem.
- Lula afirmou que a homenagem foi, na verdade, para a sua mãe, Dona Lindu, e que pretende agradecer pessoalmente à escola quando retornar a São Paulo (a escola fica em Niterói).
- A Acadêmicos de Niterói ficou em último lugar no Grupo Especial do carnaval do Rio e foi rebaixada; foi a estreia da escola na elite.
- Houve ao menos dez representações no Tribunal Superior Eleitoral, no Ministério Público e no Tribunal de Contas da União, questionando propaganda eleitoral antecipada e uso de recursos públicos; o plenário negou liminar para proibir o desfile.
- O PT orientou seus membros a evitar atos que possam ser interpretados como propaganda antecipada; o governo afirmou que não houve irregularidades e que o apoio financeiro às escolas é comum, enquanto a oposição persiste com críticas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo que não cabe a ele opinar sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, cuja homenagem foi dirigida a sua mãe, Dona Lindu. Ele disse não ter atuado como carnavalesco nem cuidado dos carros alegóricos, ressaltando que a escola o homenageou por meio de uma música.
Segundo Lula, a homenagem seria mais para sua mãe do que para ele próprio, já falecida. Afirmou ainda que pretendia agradecer pessoalmente a Acadêmicos de Niterói quando voltasse a São Paulo, ainda que a escola tenha ficado localizada na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro.
No desfile da última semana, a Acadêmicos de Niterói retratou a infância de Lula no Nordeste, a migração para São Paulo, o trabalho como torneiro mecânico, a atuação sindical e a trajetória até a Presidência. A escola ficou em último lugar e foi rebaixada do Grupo Especial do carnaval carioca na apuração de quarta-feira, 18 de abril, recebendo apenas duas notas 10.
Representações no TSE
O enredo da Acadêmicos de Niterói teve alvo de ao menos dez ações judiciais, representações ao Ministério Público e ao TCU, buscando impedir o desfile ou suspender repasses públicos. As ações questionaram trechos do samba como propaganda eleitoral antecipada, já que a Lei Eleitoral veda divulgação antes de 16 de agosto.
O caso chegou ao plenário do TSE, que, por unanimidade, negou liminar para proibir o desfile, entendendo que a censura prévia seria inadequada. Ministros sinalizaram que condutas na Avenida poderiam ser analisadas posteriormente, com possibilidade de punições.
O PT orientou seus integrantes a evitar atos que possam ser interpretados como propaganda eleitoral antecipada. O governo federal afirmou não ter irregularidades, negou participação na escolha do enredo e sustentou que o apoio financeiro às escolas ocorre de forma recorrente. Após o desfile, Lula elogiou o espetáculo nas redes, enquanto a oposição manteve críticas e prometeu novas ações judiciais.
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