- O senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, pediu ao STF a prorrogação dos trabalhos por sessenta dias; o pedido foi protocolado no Senado e aguarda esta decisão (Davi Alcolumbre).
- A prorrogação busca manter o andamento das investigações, iniciadas em 20 de agosto, com fim previsto para 28 de março.
- Uma reunião deliberativa marcada para quinta-feira, 26, deve definir próximos depoimentos e possíveis quebras de sigilos.
- Ainda não foram recebidas as informações obtidas com as quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
- Viana criticou decisão do ministro André Mendonça que concedeu habeas corpus a Vorcaro, dizendo que há tentativa de blindagem que atrapalha os trabalhos da CPMI.
A CPMI do INSS pode ganhar mais tempo para concluir seus trabalhos. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, informou que deve recorrer ao STF para buscar a prorrogação por pelo menos 60 dias. O pedido já foi protocolado no Senado, mas ainda não tem decisão.
O objetivo é manter em andamento as investigações iniciadas em 20 de agosto. A expectativa é que o prazo original, com fim previsto para 28 de março, seja estendido para permitir a coleta de documentos e depoimentos adicionais.
Proximidades e próximos passos
Segundo Viana, já há assinaturas suficientes para sustentar a pedido de prorrogação, desde que haja a extensão prevista por lei. O senador afirmou que a reunião do colegiado, agendada para quinta-feira (26), poderá definir novos depoimentos.
A pauta aponta para quebras de sigilo, pedidos de diligências e nomes de interessados em serem ouvidos, incluindo instituições financeiras ligadas ao caso. A reunião visa decidir rumos, caso seja possível ampliar o cronograma.
Caso Vorcaro e desdobramentos
O senador mencionou ainda a falta de acesso aos dados resultantes de quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, cuja oitiva estava programada para esta segunda-feira.
O relator do caso no STF, André Mendonça, determinou que as provas fiquem sob guarda da Presidência do Senado, o que gerou contestações da CPMI. A defesa de Vorcaro pediu que o depoimento ocorra em São Paulo com participação restrita, o que foi criticado pela CPMI.
Vorcaro, em prisão domiciliar, seria questionado sobre empréstimos consignados e danos a aposentados vinculados ao INSS. A instituição anunciada de cooperação com o Banco Master está no centro das discussões.
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